sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Colheita de Janeiro


Findado o mês de Janeiro, é altura de reunir aquilo que chegou à estante. Aqui fica mais uma colheita do Refém das Letras:

    

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Novidade Quinta Essência: "O Êxtase" de Nicole Jordan


Nº de páginas: 384

Sinopse
«Depois de ver a mãe consumir-se e perder tudo por um amor não correspondido, Raven jura a si mesma que só casará para recuperar a posição social da família. O único capricho que se permite é sonhar com um amante, um pirata que só existe nos seus sonhos e que a preenche de amor e paixão. Porém, quando rebenta um escândalo em torno da sua pessoa, é obrigada a aceitar a proposta de casamento do dono diabolicamente sensual do mais famoso clube de jogo de Londres. Apesar de se sentir irresistivelmente atraída pelo seu enigmático salvador, Raven lutará para resistir ao novo marido, um homem cujas carícias prometem um êxtase para além das suas fantasias mais loucas. Para salvar a reputação de uma jovem inocente a quem o irmão estava prestes a arruinar a vida, Kell Lasseter sacrifica a sua liberdade para casar com a deslumbrante debutante. Desprezado pelo seu sangue irlandês e passado obscuro, Kell não pode negar que aquela encantadora mulher temperamental não se parece nada com as outras jovens da sociedade... nem sufocar o seu ardente desejo por ela. Dividido entre a lealdade para com o irmão e os crescentes e novos sentimentos pela sua esposa rebelde, Kell tentará libertar o coração relutante de Raven antes de poder conhecer o êxtase do verdadeiro amor.»

A autora
Nicole Jordan é a aclamada autora de inúmeros romances históricos, com mais de cinco milhões de livros impressos. Nicole foi finalista dos Rita Awards (da Romance Writers of America) e venceu o Dorothy Parker Award of Excellence para melhor romance histórico.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Novidade Saída de Emergência: "Vida Roubada" de Adam Johnson


Nº de páginas: 480
Lançamento: 7 de Fevereiro

Vencedor do prémio Pulitzer de 2013, Vida Roubada segue a vida de Pak Jun Do, um jovem no país com a ditadura mais sombria do mundo: a Coreia do Norte.

Sinopse
«Jun Do é o filho atormentado de uma cantora misteriosa e de um pai dominante que gere um orfanato. É nesse orfanato que tem as suas primeiras experiências de poder, escolhendo os órfãos que comem primeiro e os que são enviados para trabalhos forçados. Reconhecido pela sua lealdade, Jun Do inicia a ascensão na hierarquia do Estado e envereda por uma estrada da qual não terá retorno.Considerando-se “um cidadão humilde da maior nação do mundo”, Jun Do torna-se raptor profissional e terá de resistir à violência arbitrária dos seus líderes para poder sobreviver. Mas é então que, levado ao limite, ousa assumir o papel do maior rival do Querido Líder Kim Jon Il, numa tentativa de salvar a mulher que ama, a lendária atriz Sun Moon.
Em parte thriller, em parte história de amor, Vida Roubada é um retrato cruel de uma Coreia do Norte dominada pela fome, corrupção e violência. Mas onde, estranhamente, também encontramos beleza e amor.»

A crítica
«Ao tornar o seu herói, e o pesadelo que atravessa, tão completamente vívido, Johnson escreveu um romance arrojado e notável, um romance que não apenas abre uma janela da Coreia do Norte, mas que também investiga o próprio e profundamente comovente… simultaneamente satírico assustadora sobre o reino misterioso significado do amor e do sacrifício… Pungente e melancólico, sombriamente cómico e dolorosamente elegíaco.» — Michiko Kakutani, The New York Times

«As capacidades de Johnson são inegáveis, a sua narrativa é vívida e corajosa, a sua Coreia do Norte é brilhantemente representada.» — USA Today

«Com a morte de Kim Jong Il, todos os olhos se viraram para o bizarro regime da Coreia do Norte, mas a melhor forma de compreender o país é, provavelmente, o notável romance de Adam Johnson… Magnificamente conseguido… O ano ainda vai no início, mas Vida Roubada já vai à frente no que respeita aos romances de 2012.» — The Daily Beast

«Um romance viciante de ingenuidade ousada, um estudo sobre sacrifício e liberdade numa dinastia devoradora de cidadãos, e uma forma oportuna de nos recordar que as vítimas anónimas da opressão são também seres humanos que amam — Vida Roubada é um livro corajoso e impressionante.» — David Mitchell

O autor
Adam Johnson ensina escrita criativa na Universidade de Stanford. A sua ficção tem aparecido nas revistas Esquire, The Paris Review, Harper’s, Tin House, Granta, e Playboy, bem como em The Best American Short Stories. A sua obra inclui Emporium, uma coletânea de contos, e o romance Parasites Like Us. Vive em São Francisco.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Novidade Quinta Essência: "Tenho o teu Número" de Sophie Kinsella


Género: Ficção Estrangeira
Nº de páginas: 420
Preço: €16,60

Às vezes o número errado conduz ao homem certo.
Um romance entusiasmante e divertido, com uma mulher surpreendente.

Sinopse
«Dez dias antes do casamento, Poppy perde o anel de noivado. Desesperada, Poppy começa a telefonar a toda a gente para pedir ajuda e alguém lhe arranca o telemóvel da mão! Também o roubaram! Como irão agora avisá-la se encontrarem o anel? E, imediatamente, Poppy vê um telemóvel num caixote do lixo, um telemóvel abandonado de que ela precisa urgentemente. Poppy dá o seu novo número a todos os amigos e também atende as chamadas recebidas e lê as mensagens endereçadas à anterior proprietária, a secretária (que acaba de se demitir) de Sam Roxton, um empresário importante. Enquanto continua à procura do anel, Poppy mantem-se em contacto com Sam Roxton, o novo proprietário do telefone. Sam vai deixá-la ficar com o aparelho, desde que ela lhe reencaminhe todas as mensagens que receber, mas às vezes Poppy responde por Sam em assuntos profissionais e também pessoais. Não se contém. Sam também começa a opinar sobre a vida de Poppy, o seu casamento, sobre os sogros e até sobre o noivo, que talvez, não seja tão maravilhoso como ela pensava.»

A crítica
«As suas heroínas, como sempre, são amorosamente previsíveis e alegremente desajeitadas. Todas elas têm em comum muito carisma, paletes de inteligência, presença de espírito, problemas inevitáveis com o ​​namorado, romantismo, falta de jeito, e muita coragem. Não é de admirar que nos deixemos encantar de cada vez.» - The Times of India

«E assim que lhe peguei, não consegui largá-lo até o ter acabado e voltado a folhear tudo para ter a certeza de que não perdera nada. Este livro é tudo, desde espirituoso a comovente.»  - Chocolate Coated Reviews

«Um romance alucinado com uma heroína simpática e vulnerável.» - Kirkus Reviews

A autora
Sophie Kinsella tem romances publicados em quarenta países, com um total de 25 milhões de exemplares vendidos. Escreveu 6 livros na série «Louca por Compras«; tem ainda seis romances independentes, como este nas suas mãos. As razões do seu êxito são variadas: Escreve com ritmo, com um estilo ágil, coloquial e direto. Os argumentos são engenhosos e apresentados com graça e encanto. Nada é previsível. Diverte-nos, arrasta-nos num torvelinho e faz-nos rir constantemente. Além disso, as suas histórias são românticas, com protagonistas tão reais que cremos inteiramente neles, apesar dos seus momentos mais disparatados. Sophie Kinsella é assim. A autora vive em Londres com o marido e a família.
Para mais informações, visite o seu site: www.sophiekinsella.co.uk

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Os Jogos da Fome


Título original: The Hunger Games
Autora: Suzanne Collins
Nº de páginas: 256
Editora: Editorial Presença
Colecção: Via Láctea

Sinopse
«Num futuro pós-apocalíptico, surge das cinzas do que foi a América do Norte, Panem, uma nova nação governada por um regime totalitário que a partir da megalópole, Capitol, governa os doze Distritos com mão de ferro. Todos os Distritos estão obrigados a enviar anualmente dois adolescentes para participar nos Jogos da Fome - um espetáculo sangrento de combates mortais cujo lema é «matar ou morrer». No final, apenas um destes jovens escapará com vida… Katniss Everdeen é uma adolescente de dezasseis anos que se oferece para substituir a irmã mais nova nos Jogos, um ato de extrema coragem… Conseguirá Katniss conservar a sua vida e a sua humanidade? Um enredo surpreendente e personagens inesquecíveis elevam este romance de estreia da trilogia Os Jogos da Fome às mais altas esferas da ficção científica.»

Opinião
Numa época em que o mercado da literatura juvenil é inundado por romances que exaustivamente esgotam o conteúdo do fantástico, nomeadamente no que toca a criaturas mágicas e humanos com poderes sobrenaturais, surge esta saga como uma lufada de ar fresco e revigorante. Os Jogos da Fome é muito mais do que aquilo que à primeira vista aparenta ser, ultrapassando qualquer ideia banal contida num livro já conhecido. É cativante, poderoso, emocionante. Como tal, é um sucesso garantido.

A trama centra-se no conceito de distopia, uma realidade irremediável entranhada no mundo das suas personagens. Desde o primeiro momento é claro que existe uma divisão entre elas, distinguindo-as em dois grupos: aquelas que se encontram em plena felicidade com a situação actual que as rodeia, os cidadãos do Capitólio, e as restantes que constituem as multidões dos distritos condenados à sua clausura e miséria. 

O livro fornece-nos o ponto de vista deste último grupo através de uma jovem chamada Katniss Everdeen. Habitante do decadente Distrito 12, Katniss encontra-se numa constante luta diária para impedir que a sua família morra à fome. Ela é o seu único sustento após um trágico acontecimento que mudou a sua vida para sempre, enfrentando todas as adversidades sem nunca vacilar ou mostrar sinais de fraqueza. Por vezes, Katniss evidencia esta faceta inquebrável como uma defesa, pois por dentro não passa de uma humana cujos sentimentos se encontram entorpecidos pela mágoa. É, portanto, dotada de uma personalidade forte, corajosa e persistente, características que se tornam evidentes a partir do momento da Ceifa e que se tornam trunfos importantíssimos para ultrapassar o desafio que a aguarda. Se esta leitura é aliciante, devemo-lo a Katniss. Também do Distrito 12 surge Peeta, um rapaz encantador, cheio de vitalidade e presença. O seu padrão de vida difere do de Katniss, ainda assim os seus destinos cruzam-se várias vezes, como que um mistério que os conduz à meta final. À medida que se conhece Peeta descobre-se que, para além de amável, é alguém extremamente inteligente com um sentido de perspicácia exímio. Há momentos em que as suas acções põem em causa a imagem que o leitor até então tinha delineado. A credibilidade desta personagem transforma-se numa grande dúvida, e até mesmo quando se parecesse esclarecê-la, há detalhes que permanecem sem solução. Peeta está envolto em surpresas inesperadas, o que faz dele uma personagem tão interessante quanto Katniss. Entre as restantes figuras destacam-se Haymitch, um antigo vencedor dos Jogos que auxilia Katniss e Peeta nesta tarefa, embora a maior parte do tempo esteja ausente, Gale, o companheiro de Katniss que lhe fornece um porto de abrigo e segurança, e ainda Rue, uma menina muito especial cuja doçura encanta tanto a Katniss como ao leitor.

Porém, não são só as personagens a proeza desta história. Outra das suas grandes forças é a própria história e o que a constrói. A ideia de mundo no qual uma revolução conduziu a um estado extremista em que a sociedade se encontra minuciosamente estratificada não é novidade. O que é de facto novo e merece reconhecimento pela sua originalidade é a criação de um tipo de provação ao qual os mais carecidos são submetidos para demonstrar a sua impotência e incapacidade perante os poderosos, e fazer disso um majestoso evento no qual se testa ao limite as fronteiras físicas e mentais do homem. Resumidamente, é um combate sangrento conhecido como os Jogos da Fome. O que para uns é um sádico prazer, para outros é o caminho para a devastação da morte. Esta dicotomia é a chave para manter a adrenalina nos Jogos, ao mesmo tempo que nos bastidores a angústia e a ansiedade dominam. Mas é na arena que o verdadeiro perigo reside.

Esta é uma história que explora como o poder pode levar a mente humana à loucura de tal forma a cometer o crime de aniquilar a sua própria raça pela violência, e ainda pior, apreciá-lo. Seja por diversão ou por jogada política, a mensagem passa quando o sangue é derramado, quando cada lágrima cai por um jovem que partiu cedo demais. E é nessa sensibilidade que ainda vive nos habitantes dos distritos que sobressaem os valores humanos, a única arma capaz de fazer frente ao Capitólio. Este contraste torna-se cada vez mais evidente no decorrer da obra, o que em muito se deve à magnífica Katniss.


Sendo um livro inclinado para o público juvenil, a autora optou por uma escrita simples, fluente, ainda assim sempre ponteada por emoção. Na verdade, o leitor não se consegue apartar do que se passa na cabeça da protagonista, vivendo intensamente cada acontecimento com esta. É um leitura alucinante, vertiginosa, inebriante até ao fim da última página.

Com tudo isto é impossível não querer mais. Suzanne Collins arriscou bastante a ainda bem que o fez. Com Os Jogos da Fome, teceu um ponto de partida bastante sólido capaz de surpreender qualquer tipo de público. As expectativas para Em Chamas, o próximo volume, são imensas. Conseguirá manter-se o mesmo nível? Melhor qualidade ainda faria desta saga uma das melhores deste século.  Aconteça o que acontecer, Felizes Jogos da Fome! E que a sorte esteja sempre convosco.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Colheita de Dezembro


Já lá vai algum tempo desde que actualizei as aquisições do blogue, que por sinal não têm sido muitas. Ainda assim, o Natal é sempre uma fonte de esperança para qualquer leitor. Recebi estas três preciosidades no sapatinho: