quarta-feira, 29 de julho de 2015

Um avião sem ela


Título original: Un avion sans elle
Autor: Michel Bussi
Nº de páginas: 432
Editora: Bertrand Editora

Sinopse
«1980. Na sequência de um trágico acidente de avião nas montanhas, as equipas de salvamento encontram apenas um sobrevivente: um bebé de três meses. Mas iam dois bebés de três meses no avião, duas meninas, ambas louras, de olhos azuis. Qual delas é a sobrevivente? 
As duas famílias, de meios completamente distintos, disputam violentamente a custódia da menina e cabe a um juiz determinar se ela é Emilie ou Lyse-Rose. Para que se declare uma das meninas viva, a outra tem de ser declarada morta. Numa época anterior aos testes de ADN, ninguém sabe se a decisão tomada está correta. 
Dezoito anos mais tarde, um detetive privado alega ter chegado ao fundo da questão, mas depois é assassinado. Toda a sua pesquisa está registada num caderno que deixa. Um Avião sem Ela é a história de uma investigação para descobrir a verdadeira identidade do bebé sobrevivente e o efeito que esta história trágica teve nos membros da família que continuam a disputá-lo.»

Opinião
Como escolher entre a morte e a vida, quando as duas se aparentam igualmente plausíveis? Numa situação em que uma só pode existir quando a outra for aniquilada, e à falta de factos, a decisão transpõe os patamares da razão. Da sanidade, até. Porque um meio termo é, efectivamente, impossível - uma bomba prestes a explodir perante a mais pequena revelação.

Um avião sem ela divide-se entre esses dois conceitos, na procura de uma explicação para o macabro acontecimento daquela noite de Dezembro, ocorrido nos confins do mundo. No meio dos escombros do que resta de um avião ardente, uma centelha miraculosa pulsa de vida. Contudo, o que em primeiro lugar seria um milagre transforma-se repentinamente num caos vertiginoso - quem será a sobrevivente da tragédia, Lyse-Rose ou Emilie? Depressa se torna evidente que não será fácil desvendar a verdade. Uma criança que não tem poder de ditar o seu destino vê-se cobiçada por dois lados totalmente opostos: os Carville, detentores de uma riqueza colossal, de tudo capazes para levar avante a sua demanda, e os Vitral, uma família humilde, honesta, mas orgulhosa das suas origens. O paradoxo adensa-se à medida que o tempo passa, sem que haja uma meta em vista. Por isso torna-se fundamental a mão de um especialista em mistérios. Um homem que, por dinheiro e paixão à sua profissão, fará o que for preciso para pôr um termo à dúvida.

Esse homem é Crédule Grand-Duc, um detective privado que, a mando dos Carville, incessantemente procura a verdade. Sob uma forma particularmente engenhosa, a voz de Grand-Duc percorre todo o livro e a sua presença é notada em cada capítulo onde, migalha a migalha, se traça o caminho para a grande revelação. Poder-se-ia dizer que a sua intervenção neste caso ocorreu quer como uma esperança miraculosa, quer como um presente envenenado. O facto é que o homem em si é de uma simplicidade mórbida, cuja vida compassada carece de interesse. É então que aparece a oportunidade de vingar na vida e alcançar aquilo com que sempre sonhou. Mas o desfecho da história iria para além de todas as suas expectativas, bem como a mudança que os seus dezoito anos de investigação provocaria no seu interior. E se Grand-Duc está encarregue do caso, o leitor deverá estar comprometido em seguir religiosamente os passos desta personagem, cuja simplicidade aparente esconde mais do que aquilo que se vê.

Porém, é de Lylie que trata o mistério. O facto de estar viva é, só por si, uma benção. Contudo, ao ser uma dádiva para os Vitral, é uma maldição para os Carville. Enquanto a verdade não for esclarecida, Lylie nunca poderá ser nem Lyse-Rose nem Emilie, antes um híbrido semiconsciente no limbo da existência, um sol que não nasce nem se põe, uma libélula cujas asas não podem levantar voo. Transparece, assim, através de Lylie, a importância da identidade, de se ser alguém no mundo com um sentimento de pertença e de propósito. Existir não chega, não nesta vida. Quem somos é o bem mais precioso que possuímos. Só assim nos podemos entregar completamente a algo ou alguém, dando tudo o que somos e que temos. Lylie sente-se na obscuridade com essa falta. Um vácuo na alma, um vazio por preencher há dezoito anos. Apesar de todo o esplendor que rodeia a sua figura, uma jovem esbelta e fulgurante, requintada mas humilde, essa ignorância é a sua maior vulnerabilidade. Marc, o seu companheiro e, quiçá, irmão, partilha dessa dor. A cumplicidade entre os dois é forte, um laço que ultrapassa uma mera relação de amizade. Uma pessoa não diz ao sol que se apague. Na verdade, este é um aspecto fulcral para o desenvolvimento da trama: poderá um amor tão profundo existir no seio da dúvida? Marc é um rapaz humilde, tal como Lylie, mas determinado e orgulhoso, o que lhe permite empreender a demanda que o aguarda. Tal como Marc, também o leitor se põe no papel de questionar os eventos e os factos, tentando de algum modo chegar a uma conclusão que se aparenta cada vez mais difícil de atingir. As dores não se somavam, antes se sobrepunham, o que era uma grande sorte.

Outra personagem de destaque é Matilde de Carville, hipotética avó de Lylie, uma mulher obstinada e crente em todo o seu ser. O seu fanatismo leva-a por caminhos obscuros, em que por vezes a frieza e a brutalidade que lhe são associadas conduz à tomada de decisões inesperadas, cruéis e irreparáveis. Ainda assim, é tudo feito em nome de uma causa, através de uma obsessão cega e intocável. O poder da crença é, deveras, forte e consegue mover o mundo, se bem que, em certas ocasiões, na direcção errada. As provas que a religião exige reforçam a fé em vez de a comprometerem.

Michel Bussi apreende as suas personagens num enredo extremamente cativante, empolgante, num estilo de leitura simples e célere. A sua narração omnipresente, através da qual conseguimos obter a ilusão de captar a cada momento todas as emoções das personagens, é um excelente mecanismo para captar a atenção e criar uma maior intimidade com o leitor. Bussi estabelece-se assim como um contador de histórias nato, nunca omitindo a beleza e a metáfora que um romance deve conter. Além disso, a manutenção do suspense ao longo da obra é da maior importância nesta história. A tensão é grande, pois a qualquer momento a chave poderá vir ao de cima.

Nestas páginas, em que mistério e surpresa são as palavras de ordem, Bussi elaborou um magnífico livro capaz de agradar ao mais vasto leque de leitores. Um avião sem ela é um relato multifacetado sobre o valor da vida, das pessoas, da verdade enquanto conceito fundamental e do amor enquanto princípio máximo. Uma viagem na qual vale a pena embarcar.

Novidade Saída de Emergência: "O Herói das Heras" de Brandon Sanderson



Chancela: Saida de Emergência
Coleção: BANG
Saga/Série: Saga Mistborn - Nascida das Brumas Nº: 3
Data 1ª Edição: 04/09/2015
Nº de Páginas: 432
Encadernação: Capa Mole

Sinopse
«QUEM É O HERÓI DAS ERAS? 
Para pôr fim ao Império Final e restaurar a harmonia e a liberdade, Vin matou o Senhor Soberano. Mas, infelizmente, isso não significou que o equilíbrio fosse restituído às terras de Luthadel. A sombra simplesmente tomou outras formas, e a Humanidade parece amaldiçoada para sempre.
O poder divino escondido no mítico Poço da Ascensão foi libertado após Elend e Vin terem sido ludibriados. As correntes que aprisionavam essa força destrutiva foram quebradas e as brumas, agora mais do que nunca, envolvem o mundo, assassinando pessoas na escuridão. Cinzas caem constantemente do céu e terramotos brutais abalam o mundo. O espírito maléfico libertado infiltra-se subtilmente no exército do Imperador Elend e os seus oponentes. Cabe à alomante Vin e a Elend descobrir uma forma de o destruir e assim salvar o mundo. Que escolhas irão ser ambos forçados a tomar para sobreviver?»

O autor
Brandon Sanderson é uma estrela em ascensão na fantasia norte-americana conhecido pela sua saga Mistborn e por ter terminado a série de fantasia épica A Roda do Tempo de Robert Jordan, após o seu falecimento. Em 2010, iniciou uma nova série de fantasia, Stormlight Archive, com o título The Way of Kings, além de outras séries direcionadas para o público jovem-adulto. Dá aulas de escrita criativa e participa em podcasts sobre escrita e o género fantástico.

domingo, 19 de julho de 2015

Novidade Saída de Emergência: "Guerra e Paz - Volume I" de Lev Tolstoi


Chancela: Saida de Emergência
Data 1ª Edição: 07/08/2015
Nº de Páginas: 672
Encadernação: Capa Mole

A OBRA-PRIMA DE UM DOS GIGANTES DA LITERATURA UNIVERSAL

Sinopse
«Guerra e Paz é o verdadeiro clássico da literatura universal. No início do século XIX, a Rússia é devastada pelos exércitos de Napoleão e as vidas de homens e mulheres cruzam-se num tecido narrativo deslumbrante. Tanto as vidas mais mundanas como os faustosos bailes, as tramas políticas ou as violentas campanhas bélicas do Czar Alexandre são trabalhadas com o realismo e limpidez que caracterizam o génio de Lev Tolstoi. Sempre presentes estão as desigualdades sociais e os caprichos de uma aristocracia vã e indiferente à miséria e ao sacrifício.
Esta é uma obra intemporal que condensa toda a condição humana, simultaneamente romance histórico, bélico e filosófico, e propõe acutilantes reflexões sobre os temas que nos movem e comovem: a vida, o sacrifício, a liberdade, a justiça, o amor e a honra.»

A crítica
"Se não fosse Tolstoi, a literatura seria um rebanho sem pastor ou um caos incompreensível." - Anton Tchekhov

O autor
Lev Nikolayevich Tolstoi nasceu a 9 de setembro de 1828 em Yasnaya Polyana, Rússia. De entre as suas obras, Guerra e Paz e Anna Karenina são consideradas clássicos da literatura universal, frutos do génio criativo e pensador de um dos autores mais lidos e celebrados em todo o mundo. Membro da nobreza com o título de conde, serviu como tenente nas batalhas do Cáucaso e na guerra da Crimeia – tais circunstâncias levá-lo-iam a tornar-se um pacifista e um ativista pela justiça e fraternidade, procurando sempre melhores condições de vida para os seus subordinados. 
Em 1862 casou com Sophia Behrs, 16 anos mais nova do que ele, tendo tido juntos 13 filhos, dos quais 8 sobreviveram. Sophia e Lev tiveram uma forte relação de amor e companheirismo – Sophia era sua datilógrafa, revisora e contabilista. Tolstoi dedicou mais de cinco décadas à escrita. Morreu de pneumonia em 20 de novembro de 1910.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Passatempo 4º Aniversário (3): "A Mulher Má" de Marc Pastor



Mais um dia, mais um livro. O terceiro passatempo conta, desta vez, com o apoio da Topseller, chancela da 20|20 Editora. Está a sorteio um exemplar do livro A Mulher Má, de Marc Pastor. "Tão cativante quanto assustador. Uma mistura de CSI com Jack, o Estripador, na Barcelona do início do século XX." Uma premissa aliciante para este aclamado policial negro.

Para se habilitar a ganhar o exemplar, basta responder correctamente a todas as perguntas colocadas, sempre acompanhadas dos dados solicitados. As respostas às questões poderão ser encontradas aqui e/ou aqui.

Boa sorte!

Regras do Passatempo:
- O passatempo decorre até dia 29 de Julho, Quarta-feira, às 23h59;
- Só é permitida uma participação por pessoa, morada e e-mail;
- Só são aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas;
- Participações com respostas incorrectas e/ou dados incompletos serão eliminadas;
- O vencedor será sorteado aleatoriamente entre todas as participações correctas e completas, sendo posteriormente contactado pelo blogue;
- O blogue não se responsabiliza por possível extravio do prémio nos correios.


Divulgação Topseller: "A Mulher Má" de Marc Pastor


Nº de páginas: 256
Apresentação: Capa mole
PVP: 15,98€

Sinopse
«Tão cativante quanto assustador. Uma mistura de CSI com Jack, o Estripador, na Barcelona do início do século XX.
Barcelona, 1912. Há crianças a desaparecer. Quando um cadáver é encontrado numa viela estreita, dilacerado e sem um pingo de sangue, surgem rumores bizarros sobre um «vampiro» que se move pelas sombras da cidade e que anda a roubar as almas dos inocentes.
Para a polícia trata-se apenas de mais um cadáver, num lugar onde a morte e o crime são tão frequentes que se tornaram banais. E quanto às crianças desaparecidas, ninguémquer saber dos filhos das prostitutas que povoam Barcelona.
Mas para o inspetor Moisès Corvo, um polícia rude e dissoluto, com um sexto sentidopeculiar, este é um mistério que tem de ser resolvido, com um criminoso que afinal é uma mulher.
Gótico e chocante, A Mulher Má revela um mundo macabro, uma história verídica que nos faz duvidar de um dia ter realmente existido uma mulher tão pérfida, capaz de crimes tão monstruosos. Um livro assombroso que agarrará o leitor da primeira à última página.»

O autor
Nasceu em Barcelona, em 1977. Estudou criminologia e política criminal, e trabalha atualmente como investigador criminal na sua cidade natal. Autor de vários romances, o livro A Mulher Má valeu-lhe, em 2008, o prémio Crimsde Tinta, atribuído ao melhor policial «negro» escrito em língua catalã.
Baseado na história verídica de Enriqueta Martí, uma mulher misteriosa que aterrorizou a cidade de Barcelona no início do século XX, este livro intrigante proporcionou a Marc Pastor projeção internacional ao ser traduzido e publicado em variadíssimas línguas por todo o mundo.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Passatempo 4º Aniversário (2): "A Pura Verdade" de Dan Gemeinhart



Dando seguimento às celebrações do 4º Aniversário do Refém das Letras, trago-vos hoje o segundo passatempo, agora com o apoio da Editorial Presença.

A sorteio está um exemplar de um livro que irá ser lançado amanhã, dia 15 de Julho, intitulado A Pura Verdade, do autor Dan Gemeinhart, cujo alvo é o público juvenil. Uma leitura arriscada, divertida e reveladora.

Para se habilitar a ganhar o exemplar, basta responder às perguntas sobre o livro juntamente com os dados que são pedidos. Pode encontrar as respostas aqui.

Boa sorte!

Regras do Passatempo:
- O passatempo decorre até dia 28 de Julho, Terça-feira, às 23h59;
- Só é permitida uma participação por pessoa, morada e e-mail;
- Só são aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas;
- Participações com respostas incorrectas e/ou dados incompletos serão eliminadas;
- O vencedor será sorteado aleatoriamente entre todas as participações correctas e completas, sendo posteriormente contactado pelo blogue;
- O blogue não se responsabiliza por possível extravio do prémio nos correios.

Novidade Presença: "A Pura Verdade" de Dan Gemeinhart


Título Original: The Honest Truth 
Tradução: Maria Frausto 
N º de páginas: 256 
Coleção: Diversos Infantis e Juvenis Nº 313
Data de Publicação: 15 Julho 2015

5 estrelas na amazon.com

Direitos vendidos para 12 países

A Maior aventura da nossa vida. 
Nunca é tarde demais para vivermos

Sinopse
«Mark é um rapaz normal em quase todos os sentidos. Tem um cão que dá pelo nome de Beau, e Jessie, a sua melhor amiga. Gosta de fotografia e de escrever poemas no seu caderno. O seu sonho é escalar um dia uma montanha. Mas há algo nele que o torna uma criança diferente das outras. Mark está doente. Tem uma doença da qual muitos não recuperam e que o obriga a constantes idas a hospitais e a fazer tratamentos. Por tudo isto, Mark decide fugir de casa. Leva consigo a sua máquina fotográfica, Beau e um plano: alcançar o cume do monte Rainier, mesmo que isso signifique a última coisa que irá fazer. A Pura Verdade é uma história invulgar e extraordinária sobre as grandes questões da vida, pequenos momentos e a espantosa aventura do espírito humano.»

O autor
Dan Gemeinhart nasceu na Alemanha e vive atualmente no estado de Washington (EUA) com a mulher e as três filhas. É professor e bibliotecário. A Pura Verdade é o seu primeiro romance.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Passatempo 4º Aniversário (1): "A Invenção das Asas" de Sue Monk Kidd



Para comemorar o 4º Aniversário do Refém das Letras, que se cumpre neste mês de Julho, o blogue dá início a uma série de passatempos cheios de fantásticos livros para oferecer aos leitores que estão desse lado e que, de uma forma ou de outra, têm contribuído para o crescimento do Refém das Letras ao longo da sua existência. Deixo aqui o meu profundo agradecimento a todos vós, bem como às editoras cujo incondicional apoio é fundamental para que o universo literário possa existir nesta esfera.

Obrigado!

O primeiro passatempo conta com o apoio da Saída de Emergência, estando a sorteio um exemplar do livro A Invenção das Asas, de Sue Monk Kidd, autora de A Vida Secreta das Abelhas.

Para participar, basta responder correctamente às questões colocadas que deverão ser acompanhadas pelos dados solicitados. As respostas às questões poderão ser encontradas no excerto disponibilizado aqui.

Regras do Passatempo:
- O passatempo decorre até dia 27 de Julho, Segunda-feira, às 23h59;
- Só é permitida uma participação por pessoa, morada e e-mail;
- Só são aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas;
- Participações com respostas incorrectas e/ou dados incompletos serão eliminadas;
- O vencedor será sorteado aleatoriamente entre todas as participações correctas e completas, sendo posteriormente contactado pelo blogue;
- O blogue não se responsabiliza por possível extravio do prémio nos correios.


Novidade Saída de Emergência: "A Invenção das Asas" de Sue Monk Kidd


Chancela: Chá das Cinco
Data 1ª Edição: 05/06/2015
Nº de Páginas: 416
Encadernação: Capa Mole

Sinopse
«Hetty, uma escrava do início do século XIX, sonha com uma vida para lá das paredes sufocantes da opulenta mansão Grimké. Sarah, a filha dos Grimké, desde cedo que quer fazer algo pelo mundo, mas é sufocada pelos limites rígidos impostos às mulheres. 
Tudo tem início quando Sarah faz onze anos e lhe dão Hetty, um ano mais nova, para ser sua aia. Nas décadas seguintes, cada uma à sua maneira, as jovens lutam por liberdade e independência. Moldando o destino uma da outra, vivem uma intensa relação de amizade marcada pela culpa, rebeldia, separação, os caminhos ínvios do amor e também pelo nascimento do movimento abolicionista que mudará as suas vidas para sempre. Será que a religião, a sociedade e a família podem enfrentar os sonhos de duas jovens? Inspirada pela figura histórica de Sarah Grimké, Sue Monk Kidd transcende o registo histórico para nos oferecer um testemunho deslumbrante e poderoso da luta das mulheres e dos escravos em nome da liberdade. A Invenção das Asas é um triunfo da arte de contar histórias, abordando um tema sensível e atual, de uma forma honesta e poética.»

A crítica
"Não consigo expressar o quão feliz este livro me deixou e no impacto que teve em mim." - Oprah Winfrey

A autora
Sue Monk Kidd nasceu em 1948 e é natural do estado da Geórgia. Formou-se em Enfermagem, exercendo a profissão ainda algum tempo antes de se dedicar à escrita. O seu primeiro romance A Vida Secreta das Abelhas tornou-se num verdadeiro fenómeno literário, vendendo mais de 6 milhões de cópias nos EUA e mantendo-se na lista de bestsellers do The New York Times durante mais de dois anos. Agraciado como Livro do Ano em 2004, foi adaptado a filme. O segundo romance de Kidd, A Ilha das Garças, de 2005, vendeu mais de um milhão de cópias e conquistou o Quill Award For General Fiction. Coescreveu um livro de memórias com a filha Ann Kidd Taylor, Traveling with Pomegranates: A Mother-Daughter Story, tendo sido também autora de outras biografias e livros de memórias, incluindo The Dance of the Dissident Daughter. Tem duas filhas e reside no sudoeste da Florida com o marido, Sandy, e um Labrador Retriever preto.

Novidade Saída de Emergência: "Os Médicos da Morte" de Philippe Aziz


Chancela: Saida de Emergência
Data 1ª Edição: 07/08/2015
Nº de Páginas: 816
Encadernação: Capa Mole

Sinopse
«Quem não conhece a História está condenado a repeti-la. Setenta anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial, a leitura desta obra nunca foi tão fundamental. 
Os Médicos da Morte é um documento histórico consagrado aos horrores da medicina nazi perpetrados durante a Segunda Guerra Mundial. Do contexto social e ideológico que permitiu corromper em absoluto o papel do médico, aos responsáveis no terreno pelos atos mais hediondos, esta é uma obra baseada em testemunhos de sobreviventes, confissões de médicos SS e em milhares de documentos que os nazis não conseguiram destruir antes da derrota final.
Milhares de crianças, deficientes, homossexuais, ciganos, judeus e até alemães dissidentes, prisioneiros de uma ideologia que os renegava da própria condição humana, foram alvo de atrozes experiências médicas com o objetivo aniquilar as raças inferiores ou ajudar no esforço de guerra. Foi o apogeu da crueldade do Terceiro Reich, um delírio científico que choca e repugna. E que deve ser lido para nunca ser esquecido.»

A crítica
"Os médicos nazis tinham rédea solta para fazer as experiências que quisessem nos campos de concentração. Incineraram, castraram, congelaram, sufocaram homens, mulheres e crianças sem misericórdia. Retiravam órgãos e membros, transfundiam sangue de uns para outros em experiências macabras... este livro prova quão monstruoso pode ser o ser humano."- GOODREADS

O autor
Philippe Aziz, de nome verdadeiro Aziz Mahjoub, foi um jornalista e escritor francês de origem tunisina, tendo nascido a 9 de maio de 1943. Criado no seio de uma família muçulmana, Philippe Aziz formou-se como islamólogo, tendo colaborado também no jornal Point. 
Dedicou-se vivamente a alguns períodos da História Universal como as civilizações Inca, Asteca e Egípcia, a História do Islão, a Revolução Francesa, e investigou sobre os grandes enigmas da História. Mas foi a Segunda Guerra Mundial que mais o ocupou, tendo resultado livros como Os Médicos da Morte. Morreu em 2002.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Novidade Porto Editora: "O Outro Filho" de Alexander Söderberg


Tradução: Ana Diniz 
Nº de páginas: 400 
Capa: mole com badanas 
PVP: 17,70 €

Autor da trilogia Brinkmann já está publicado em 35 países 

A Porto Editora publica, a 11 de junho, O Outro Filho, segundo livro da trilogia Brinkmann, um caso de grande sucesso internacional, do sueco Alexander Söderberg, autor já editado em 35 países. Esta segunda obra de Söderberg, traduzida diretamente do sueco por Ana Diniz (que também traduz Lars Kepler), e sucessora de O Amigo Andaluz, lançado pela Porto Editora em 2014, mostra o lado mais negro e mais frágil do ser humano. A mestria de Söderberg na criação de momentos de grande suspense, prontamente transformados em cenas de enorme ação, faz deste autor a nova grande voz do policial nórdico.

Sinopse
Enquanto Hector Guzman se encontra em estado de coma, o seu império definha lentamente. Aron Geisler, o seu braço direito, esforça-se para manter o barco à superfície. Sophie Brinkmann está dominada e é usada para manipular os parceiros de negócio e inimigos, levando-os a pensar que está tudo sob controlo… Mas essa não é a realidade. Quando o irmão de Hector é assassinado em Biarritz, Sophie acha que pode impedir que uma série de acontecimentos sejam desencadeados. Mas uma boa decisão leva a um resultado errado… terrivelmente errado. Sophie torna-se peão num jogo com regras que desconhece, onde a lealdade e a amizade não têm lugar. Indefesa e sozinha num mundo onde reina a mentira e a violência desmedida, tudo em que acreditava e que a definia, parece-lhe sem sentido.

A crítica
«Um romance de suspense muito bem escrito – a linguagem tem ritmo e seduz logo no início. Um puro prazer a leitura deste livro e um excelente entretenimento.» -  Bognørden (Dinamarca) 

»A encenação está perfeita. Temos sequestros, tiroteios e encontros levados a cabo em locais espalhados por todo o mundo. A trama é excitante e muito bem contada.» - God-bog (Dinamarca) 

O autor
Alexander Söderberg nasceu e cresceu em Estocolmo. Trabalhou para a televisão sueca como argumentista, tendo adaptado, entre outras, obras de Camilla Läckberg. Vive atualmente no campo, no Sul da Suécia, com a mulher, três filhos e um labrador. A trilogia Brinkmann, cujo primeiro título O Amigo Andaluz já se encontra publicado pela Porto Editora, tem os direitos de publicação vendidos para 35 países. 

terça-feira, 7 de julho de 2015

Novidade Porto Editora: "Perigo Irresistível" de Becca Fitzpatrick


Tradução: Irene Ramalho 
Nº de páginas: 336 
Capa: mole 
PVP: 15,50
Lançamento: 9 de Julho

O regresso de Becca Fitzpatrick 

Depois da saga hush, hush, Porto Editora publica o novo sucesso da jovem autora norte-americana 

Esta quinta-feira, 9 de julho, chega às livrarias portuguesas o novo sucesso de Becca Fitzpatrick, a jovem autora da saga hush, hush, que tantos leitores conquistou em Portugal e em mais 30 países. Perigo Irresistível é o título deste romance cheio de aventura, sedução e mistério. 

Depois de uma tetralogia dedicada a anjos caídos, Becca Fitzpatrick volta a escrever pensando em jovens adultos. Perigo Irresistível inclui todos os condimentos que fizeram de hush, hush, crescendo, silêncio e finale um enorme sucesso internacional. 

Sinopse
Britt Pheiffer sonha há mais de um ano com umas férias repletas de aventura. Treinou vários percursos pelas Montanhas Rochosas, comprou equipamento especial e até se sente confiante para levar consigo a melhor amiga, mais adepta de centros comerciais do que do ar puro das montanhas. Poucas horas após o início da viagem, um nevão inesperado obriga-as a refugiarem-se numa cabana abandonada, aceitando a hospitalidade dos seus dois estranhos ocupantes: dois homens jovens, atraentes e… em fuga. Feita refém, Britt é obrigada a guiá-los pela montanha e espera conseguir aguentar-se tempo suficiente até Calvin – o ex-namorado que ainda não conseguiu esquecer – poder encontrá-la. Nada é o que parece nesta aventura nas paisagens inóspitas do Wyoming. Mason, um dos raptores, é estranhamente simpático para Britt. Já Shaun é claramente um homem perigoso. Mas será Britt capaz de resistir à estranha e perigosa atração que Mason parece exercer sobre ela e, por fim, sobreviver? 

Primeiras páginas disponíveis através desta ligação

A autora
Becca Fitzpatrick (1981) é uma escritora norte-americana. Depois de se ter licenciado em Saúde em 2001, exerceu a profissão de professora numa escola secundária em Provo, Utah. A sua vida muda de rumo em 2003, quando o marido lhe oferece a inscrição num curso de escrita criativa por ocasião do seu vigésimo quarto aniversário. A partir deste momento a fantasia e amor pelos contos tornar-se-á uma profissão a tempo inteiro, juntamente com o papel de mãe.

sábado, 4 de julho de 2015

A Rapariga no Comboio


Título original: The Girl on the Train
Autora: Paula Hawkins
Nº de páginas: 320
Editora: 20|20 editora
Chancela: Topseller

Sinopse
«Todos os dias, Rachel apanha o comboio...
No caminho para o trabalho, ela observa sempre as mesmas casas durante a sua viagem. Numa das casas ela observa sempre o mesmo casal, ao qual ela atribui nomes e vidas imaginárias. Aos olhos de Rachel, o casal tem uma vida perfeita, quase igual à que ela perdeu recentemente.
Até que um dia...

Rachel assiste a algo errado com o casal... É uma imagem rápida, mas suficiente para a deixar perturbada. Não querendo guardar segredo do que viu, Rachel fala com a polícia. A partir daqui, ela torna-se parte integrante de uma sucessão vertiginosa de acontecimentos, afetando as vidas de todos os envolvidos.
De leitura compulsiva, este é o thriller do momento, absorvente, perturbador e arrepiante.»

Opinião

A incoerência é a mais estranha forma de perplexidade. Pode suscitar questões, dúvidas e, em último caso, medidas desesperadas. Decerto tais procedimentos já ocorreram a uma multiplicidade de indivíduos, por múltiplas razões. Contudo, serão raros aqueles que o fazem sem algum motivo concreto, tendo apenas uma intuição, um mero vislumbre que aquela perturbação descabida, completamente alheia, poderá desencadear algo realmente esmagador.

Tenha sido o acaso ou o destino, Rachel sentiu essa intuição, naquela manhã a bordo do comboio que a transportava para mais um fastidioso dia. Esse momento foi o motor da mudança. A sua vida tomou um significado, um papel a desempenhar na complexidade de eventos que se sucedem.

A Rapariga no Comboio apreende esse preciso momento, pelos olhos de Rachel, uma mulher insípida, ausente, um fracasso da humanidade estagnado no tempo e no espaço. Esta personagem reserva em si um passado de névoa e sombra, gravado a ferros na memória e do qual não se consegue libertar. Porém, é essa a chave que necessita para desvendar o que a atormente desde aquela manhã no comboio. Revisitar o passado, contudo, revela-se uma tarefa tão obscura quanto a própria imagem que lhe corresponde.

Narrado sob a perspectiva de Rachel e de outras duas figuras femininas, Megan e Anna, A Rapariga no Comboio assume, assim, três perspectivas do mesmo acontecimento. Vidas que, aparentemente, nada tinham em comum, aglutinam-se e fundem-se numa mesma rotina, num quotidiano que gira em torno da mesma questão: quem foi o culpado? Infelizmente, é neste aspecto que esta obra mais peca. A resposta torna-se demasiado previsível, pelo que o efeito surpresa característico do policial se perde. Contudo, não deixa de ser um bom livro. Há outros aspectos, para além dos próprios acontecimentos e das reviravoltas consideradas, que tornam a leitura compulsiva.

O principal elemento que o permite prende-se com o facto de este ser, acima de tudo, um livro humano. A complexidade de emoções, pensamentos e suposições aqui tratadas expande-se para além do universo da consciência e embrenha-se nos recônditos mais profundos da mente humana. Medo. Pavor. Amor. Ódio. Rejeição. Controlo. A gestão de todas estas vertentes torna-se de tal maneira explosiva que leva Rachel à plena destruição emocional. A confusão que é a mente de Rachel é um termo de comparação para muitos leitores, que muitos pontos semelhantes encontrarão com esta mulher que, entre o vício, a paixão e o desprezo, se resigna a ocupar um lugar, entre muitos, todos os dias no comboio.

Porém, é com o culminar do livro que se evidencia haver mais que isso. A densidade do cenário apresentado remete, na verdade, para o expoente da manipulação sensorial e emocional, numa jogada atroz contra a veracidade e o bom senso. É com pesar que se preenche o coração do leitor, pois, afinal, onde está realmente o limite entre a ficção e a realidade? Estaremos assim tão certos que os nossos sentidos são fiéis ao que se passa à nossa volta? 

O modo como Hawkins delineia a narrativa torna-a óptima para o género em questão. Uma escrita fluída, apelativa e, embora simples, com frases cheias, permite concluir a leitura num ímpeto. Mais uma vez, é bastante positiva a divisão de narradores em três personagens que, ao mesmo tempo, oferecem diferentes perspectivas da história, transformando-a, dinamizando-a em algo mais interessante, sem introduzir demasiado conteúdo.

Em conclusão, A Rapariga no Comboio não se glorifica pelo título de policial, mas antes por constituir um testemunho forte e sagaz de relações humanas e da influência que os outros podem exercer em nós próprios, aos mais variados níveis. Foi uma boa estreia para Hawkins - o sucesso internacional fala por si - que, na simplicidade e monotonia de uma viagem de comboio, reuniu um conjunto de passageiros dispostos a assistir ao bom e ao mau que há na vida.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Novidade Saída de Emergência: "Letras Escarlates" de Anne Bishop


Nº de páginas: 512
Encadernação: Capa mole
Lançamento: Já disponível
PVP: 17,76€

Sinopse
«Ninguém tem a capacidade de criar novos mundos como Anne Bishop, autora bestseller do The New York Times. Nesta nova série somos transportados para um mundo habitado pelos Outros, seres sobrenaturais que dominam a Terra e cujas presas prediletas são os humanos. 
Meg é uma profetisa de sangue. Sempre que a sua pele é cortada, ela tem uma visão do futuro – um dom que mais lhe parece uma maldição. O Controlador de Meg mantém-na aprisionada de forma a ter acesso total às suas visões. Quando finalmente ela consegue escapar, o único sítio seguro para se esconder é no Pátio de Lakeside – uma zona controlada pelos Outros.
O metamorfo Simon Wolfgard sente alguma relutância em contratar a estranha que lhe pede trabalho. Sente que ela esconde algo e, para além disso, ela não lhe cheira a uma presa humana. Algo no seu íntimo leva-o a contratá-la, mas ao descobrir quem a jovem realmente é e que o governo a procura, ele terá de tomar uma decisão. Será que proteger Meg é mais importante do que evitar o confronto que se avizinha entre humanos e Outros?»

A crítica
"Letras Escarlates não é só o melhor livro de fantasia urbana do ano, é provavelmente um dos melhores de sempre." – All Things Urban Fantasy

A autora
Anne Bishop vive em Upstate New York onde gosta de passar o tempo a jardinar, ouvir música, e a escrever negros romances. É autora de vários romances, incluindo a premiada Trilogia das Jóias Negras.