sábado, 26 de setembro de 2015

Novidade Presença: "Trono de Vidro" de Sarah J. Maas


Editora: Marcador
Data 1ª Edição: 17/09/2015
Nº de Páginas: 400

Sinopse
«Depois de cumprir um ano de trabalhos forçados nas minas de sal de Endovier, a contas com os seus crimes, a assassina Celaena Sardothien é levada até à presença do prícipe herdeiro. Ele oferece-lhe a possibilidade de conquistar a sua liberdade, com uma condição: Celaena tem de aceitar representá-lo, como seu campeão, numa competição cujo vencedor terá o estatuto de novo assassino da Coroa.
Os oponentes que terá de defrontar são ladrões, assassinos e guerreiros vindos de todos os cantos do império. Cada um deles é patrocinado por um membro do Conselho do Rei. Celaena exulta com os desafios e com as sessões de treino ao lado do capitão da Guarda, Chaol Westfall. No entanto, a vida da Corte não a poderia entediar mais. Mas tudo fica mais interesante e ganha nova emoção quando o príncipe começa a demonstrar um inesperado interesse por ela... mas é o austero capitão Westfall quem melhor a consegue compreender.
Durante a competição, um dos concorrentes é encontrado morto... e logo outros se lhe seguem.Ao embrenhar-se numa investigação solitária, Celaena alcança descobertas surpreendentes. Conseguirá ela descobrir quem é o assassino antes de se tornar na próxima vítima? 
Em O Trono de Vidro, a luta de Celaena pela liberdade torna-se numa luta pela sobrevivência e numa jornada inesperada para expor um mal antes de que este destrua o seu mundo.»

A autora
Sarah J. Maas está entre os autores de maior sucesso nos tops de vendas do The New York Times e do USA Today com a série Trono de Vidro.
Sarah vive em Bucks County, na Pensilvânia.
Ao longo dos anos, desenvolveu uma paixão pouco saudável por filmes da Disney e por música pop de qualidade duvidável.
Adora contos de fadas e ballet, bebe muito chá e vê demasiada televisão. Quando não está ocupada a escrever, pode ser vista a explorar as belíssimas zonas históricas da Pensilvânia rural na companhia do marido e do seu cão.

Saiba mais sobre o livro aqui ou na página da Editorial Presença.

Novidade Presença: "Se Isto É Uma Mulher" de Sarah Helm


Coleção: Diversos
Nº na Coleção: 31
Data 1ª Edição: 17/09/2015
Nº de Páginas: 736

Sinopse
«Numa manhã soalheira durante o mês de maio de 1939, um grupo de cerca de 800 mulheres foi conduzido em marcha forçada pelos bosques até um local a 90 quilómetros a norte de Berlim. Entre elas, podiam encontrar-se donas de casa, médicas, cantoras de ópera, prisioneiras políticas e prostitutas, 
O seu destino era Ravensbrück, um campo de concentração concebido só para mulheres por Heinrich Himmler, o líder da SS e principal arquiteto do genocídio nazi. Por lá passaram até ao final da Segunda Guerra Mundial mais de 130 mil mulheres. Eram provenientes de mais de 20 países europeu e foram sujeitas a formas brutais de tortura e extermínio. 
Durante décadas, a história de Ravensbrück permaneceu oculta atrás da Cortina de Ferro, e ainda hoje continua a ser pouco conhecida. Sarah Helm, num meticuloso trabalho de pesquisa e recolha de informação, até então perdida ou de difícil acesso, abre-nos finalmente as portas deste lugar sombrio. Mostra-nos testemunhos descobertos após a Guerra Fria e entrevistas com sobreviventes que nunca antes tinham partilhado a sua experiência. 
Em Se Isto é Uma Mulher, a autora dá-nos a conhecer, além dos horrores mais impensáveis praticados pelo regime nazi, vários exemplos notáveis da incrível tenacidade do espírito humano.»

A autora
Sarah Helm foi jornalista do jornal Sunday Times e correspondente do Independent. Atualmente escreve para diversas publicações. É autora de A Life in Secrets: The Story of Vera Atkins and the Lost Agents of SOE e da peça de teatro Loyalty, sobre a Guerra do Iraque de 2003.
Se Isto É Uma Mulher encontra-se publicado em diversos países como França, Alemanha, Estados Unidos da América, Polónia e Itália.
Sarah Helm vive em Londres com o marido e as duas filhas.

Mais informações sobre o livro aqui ou no site da Editorial Presença.

domingo, 20 de setembro de 2015

Novidade Porto Editora: "A Vinha do Anjo" de Sveva Casati Modignani


Tradução: Regina Valente 
Nº de páginas: 384 
Capa: mole com badanas 
PVP: 17,50 € 

A 30 de setembro, a Porto Editora publica A Vinha do Anjo, o novo e muito aguardado romance de Sveva Casati Modignani. Neste livro, a grande signora da narrativa italiana leva-nos até ao mundo fascinante do vinho, num texto que é um desafio aos sentidos. 

A Vinha do Anjo é a história envolvente de uma família e de uma tradição milenar, o retrato de uma protagonista surpreendente que é exemplo das muitas mulheres corajosas e empreendedoras que constroem as nossas sociedades. Um hino aos sentidos, ao sedutor mundo do vinho e, sobretudo, à tenacidade, persistência e coragem das mulheres.

Este é o décimo quarto título que a Porto Editora lança desta importante autora italiana e as primeiras páginas podem ser lidas aqui

Sinopse
«Longas filas de videiras estendem-se pelas colinas suaves de Borgofranco. Há dois séculos que a família Brugliani é proprietária daquele antigo burgo e das vinhas, tratadas com paciência para delas extrair vinhos preciosos e únicos. Aos 35 anos, Angelica é a herdeira da tradição e do património familiar. Mãe, esposa, empresária de sucesso: tudo parece perfeito na sua vida. Só ela sabe que por detrás daquela fachada se esconde um mundo sombrio, feito de mentiras – as do marido – e de sonhos pueris. Uma noite, em que conduzia sua moto e sentindo-se dominada pela amargura e pelas lágrimas, Angelica não se apercebe de que o carro à sua frente está a travar. O choque é violento, mas felizmente sem consequências graves, quer para ela, quer para o condutor do automóvel, Tancredi D’Azaro. Angelica não sabe ainda que aquele homem é um dos chefs mais aclamados em todo o mundo. E ambos ignoram que, depois daquele encontro fugaz, o destino voltará a entrelaçar os seus caminhos, suscitando a tentação de um novo começo. É então tempo de fazer escolhas, tendo em conta o peso do passado e as responsabilidades do presente - porque a vida é feita de sonhos e paixões. A Vinha do Anjo conta-nos a história envolvente de uma família e de uma tradição milenar, o retrato de uma protagonista fascinante no qual se reveem muitas das mulheres empreendedoras e corajosas que anonimamente constroem as nossas sociedades.»

A autora
Reconhecida como a grande signora do bestseller italiano, com mais de 11 milhões de exemplares vendidos, Sveva Casati Modignani está traduzida em 17 países e é hoje uma das autoras mais populares em Portugal. No catálogo da Porto Editora figuram já os seus romances Feminino Singular, Baunilha e Chocolate, O Jogo da Verdade, Desesperadamente Giulia, O Esplendor da Vida, A Siciliana, Mister Gregory, A Viela da Duquesa, Um Dia Naquele Inverno, O Barão e A Família Sogliano e 6 de abril ‘96. A sua obra autobiográfica, O Diabo e a Gemada também já se encontra publicada no catálogo da Porto Editora. Sveva Casati Modignani está no Facebook

terça-feira, 15 de setembro de 2015

A segunda vinda de Cristo à Terra


Autor: João Cerqueira
Nº de páginas: 190
Editora: Estação Imaginária

Sinopse
«Cristo regressa à Terra. Depois de conhecer a activista Madalena que luta por um mundo melhor, ver-se-á envolvido em três situações de conflito. Em São Martinho da Horta conhece o grupo ecologista radical -Verdes são os campos, que pretende destruir uma plantação de milho que supõe geneticamente modificada. Depois, em Vilar de Mochos, assiste à revolta dos habitantes contra um empreendimento turístico que vai ser construído numa reserva florestal. Por fim, no bairro da Europa, testemunha o conflito armado entre negros e ciganos. Neste périplo irá conhecer vários personagens: os referidos ecologistas, um padre que o obriga a confessar-se, um autarca corrupto, empreiteiros sem escrúpulos, um Comandante da GNR obrigado a fazer de Pilatos, os habitantes de um bairro degradado, um bruxo, e um negro e uma cigana apaixonados. Porém, conquanto se limite a acompanhar Madalena, tentando apenas pacificar os desavindos, nem assim Cristo volta a escapar à fúria dos homens. E apenas um farsante o irá reconhecer. Mediante a ironia e o sarcasmo a Segunda Vinda de Cristo à Terra aborda fenómenos de conflitualidade social e política que ocorreram no nosso país. Mas no fim é Portugal quem acaba posto na cruz.»

Opinião
Quem não ouviu já os seus prudentes avós e gente com experiência de uma vida já longa exclamar "Ai se os antigos cá viessem!" ou "No meu tempo não era nada assim!" ou ainda "Deus nos valha que o mundo está perdido!"? João Cerqueira concretiza essa aclamada sabedoria popular com o protagonista mais indicado para tal efeito. Jesus, o mártir da humanidade, o Messias que trará paz ao reino dos homens, regressa então à Terra, mais concretamente à pátria de Afonso Henriques, para dois milénios depois, numa fábula repleta de humor e pungência, averiguar se valeu a pena dar a outra face.

Porém, será na companhia de Madalena que a sua voz será mais forte desta vez. Madalena, que também ela regressou, agora no papel de uma mulher muito mais activa e, porque não, espevitada, consciente de que existe um vazio no mundo que ela poderá preencher se, ao invés do silêncio ou, por antítese, a violência, utilizar um meio termo para efectuar a mudança – a palavra.

É neste caricato retrato que surge um conjunto de personagens e de situações já familiares, contudo sob uma perspectiva totalmente “moderna”. Desde discípulos que proclamam versículos bíblicos à reencarnação de protagonistas Shakesperianos, a trama percorre inúmeras referências religiosas e culturais da história humana para contextualizar essa mesma humanidade na sociedade actual. O resultado é que, inevitavelmente, nos vemos confrontados a comparar épocas, mentalidades, modos de agir e de resolver problemas globais, para no fim compreender que, embora a evolução seja uma realidade a níveis físicos e tecnológicos, é uma fábula na razão e no coração dos homens. As transformações sociais ocorrem lentas, mas de forma cíclica e viciosa, em que o auge da monotonia e da insatisfação generalizada podem facilmente desencadear no espírito ambicioso e instável do homem o pretexto para uma nova revolução, uma nova guerra e, em certos casos, um conflito de proporções colossais que derruba tanto crenças como civilizações. É, portanto, uma missão complicada que Jesus enfrenta, quase como um déjà-vu que pode, no entanto, agora ser registado com toda a diversidade de gadgets e colocado online para que as pessoas entendam, de uma vez por todas, como é importante fazer valer os sacrifícios da História que são facilmente esquecidos. O homem nasce mau ou é a sociedade que assim o torna?

Quanto à obra em si, penso que João Cerqueira construiu um pequeno-grande livro. Pequeno pois basta olhar para as poucas páginas que o compõem e depreender que esta é uma leitura leve – se bem que apenas no sentido literal da palavra. Grande devido ao seu conteúdo cheio, complexo e reflexivo, que contempla as questões éticas e morais fundamentais da sociedade em qualquer época. Com efeito, essa densidade é o motivo pela qual a leitura se pode tornar morosa, mas nunca monótona.

O estilo provocatório com que a trama é apresentada, evocando um humor por vezes sádico mas necessário, é a chave para subjugar o leitor e incitá-lo nas suas reflexões. Atingindo ocasionalmente o ridículo e o inverosímil, recorrendo à metáfora como intermediária, facilmente o leitor se surpreende numa perplexidade chocante, embora cheia de verdade. João Cerqueira denota, assim, o seu talento com a ironia e o sarcasmo para ressalvar o seu sentimento crítico aguçado relativo a este nosso mundo que se encontra corrompido por todo o tipo de interesses.

A estrutura da narrativa foi uma aposta interessante, encontrando-se esta dividida em três partes distintas. Para além de cada parte voltar a reforçar a ideia da constância da humanidade no espaço e no tempo, remete para o simbolismo tripartido da vida. Nascimento, vida e morte. Um ciclo contínuo, em que princípio e fim se confundem por serem tão semelhantes nas suas frágeis circunstâncias. Importa, desta forma, a própria vida. Vivê-la e fazê-la valer nas suas virtudes.

Por fim, fica a noção de que a missão, mais uma vez, foi frustrada pelo próprio homem cuja inépcia para aprender o que é mais básico, contudo mais importante, o torna incapaz de ver claramente a realidade que o envolve. Num relato acutilante, inteligente e profundo, João Cerqueira fez com que A segunda vinda de Cristo à Terra seja mais um lembrete do significado da vida e das suas possibilidades tanto espirituais como terrenas, num jeito de filosofia humorística entre o Céu e a Terra. Altamente recomendado.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Novidade ASA: "O Reino do Fogo - O Evangelho de Loki" de Joanne Harris


Nº de páginas: 336
PVP: 17,50€

Sinopse
«Uma viagem ao coração das lendas nórdicas.
Na Cidadela do Céu, longe dos hostis povos do Gelo e das Rochas, os deuses conspiram, sussurram na penumbra, dedicam-se a jogos de poder, cedem às suas paixões. 
Loki é um deus nórdico sem par. Desde que o deus Odin, o Pai de Todos, o convenceu a abandonar o reino do Caos para se lhe juntar, Loki é alvo da desconfiança de todos. Perspicaz e melífluo como nenhum outro, desfruta dos favores das deusas mais ousadas e cede à luxúria sem quaisquer escrúpulos. É usado para pôr em prática as mais complexas maquinações mas, por ter nascido como demónio, é mantido à margem das esferas de influência. Contra tudo e todos, Loki está determinado a vingar. Mas ao mesmo tempo que ele planeia a derradeira humilhação dos seus adversários, forças mais poderosas conspiram contra os deuses. Em segredo, prepara-se a batalha que alterará o destino dos Mundos.
Deuses e deusas, gigantes, anões e demónios, unem-se numa narrativa poderosa pela mão de Joanne Harris, conhecedora profunda da mitologia nórdica. O Reino do Fogo é uma recriação das lendas que, ao longo dos séculos, têm inspirado a arte, a música e a literatura mundiais.»

A autora
Joanne Harris nasceu no Yorkshire, de mãe francesa e pai inglês. Estudou Línguas Modernas e Medievais em Cambridge e foi professora durante quinze anos. A sua obra está atualmente publicada em quarenta países e foi galardoada com inúmeros prémios literários internacionais. Todos os seus livros integram o catálogo da ASA. Joanne Harris vive com o marido, Kevin, e a filha, Anouchka, a cerca de vinte quilómetros do sítio onde nasceu.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Novidade Topseller: "Sissi - Imperatriz por Amor" de Allison Pataki


Nº de páginas: 512
PVP: 21,98€

Sinopse
«Sissi foi a imperatriz mais marcante no imaginário popular, imortalizada no cinema por Romy Schneider. Este romance, inspirado em acontecimentos reais, recorda uma das mais bonitas histórias de amor de todos os tempos.
Em 1853, os Habsburgos são a família governante mais poderosa da Europa. O seu império estende-se da Áustria à Rússia, da Alemanha à Itália, e no trono está o imperador Francisco José — jovem, rico e ainda solteiro. Com apenas 15 anos, a Duquesa da Baviera, Isabel, mais conhecida como Sissi, acompanha a sua irmã, que está prometida em casamento ao jovem imperador. Mas Sissi apaixona-se pelo noivo da irmã e rapidamente se embrenha num difícil dilema: o seu amor é correspondido! Francisco José renega a prometida noiva e decide casar com Sissi.
No trono da corte imperial mais traiçoeira da Europa, a jovem imperatriz acidental irá perturbar lealdades políticas e familiares no seu empenho por ganhar, e manter, o amor do seu imperador, do seu povo e do mundo.»

A crítica
«Um encontro com o amor que altera o curso da História… Allison Pataki merece rasgados elogios pela escolha do tema, pois a vida de Sissi dá um romance extraordinário.» - Kirkus Reviews

A autora
Allison Pataki é autora bestseller do New York Times de romances históricos. Formada com distinção na Universidade de Yale, com especialização em inglês, dedicou-se durante vários anos à escrita para televisão e agências de notícias online.
Allison é colaboradora regular do Huffington Post e da FoxNews.com, e é membro da Historical Novel Society, uma associação literária dedicada à promoção e divulgação da ficção histórica. Mais sobre a autora: www.allisonpataki.com

Sissi – Imperatriz por Amor é a história da jovem que conquistou o coração do mais poderoso imperador da Europa, e se tornou a imperatriz mais amada e incompreendida da História. A Topseller disponibiliza os primeiros capítulos para leitura imediata, aqui.

domingo, 6 de setembro de 2015

Novidade Casa das Letras: "A Imperatriz da Rússia" de Eva Stachniak



Nº de páginas: 488
Encadernação: Capa mole
Data de lançamento: 06 de Outubro

Sinopse
«Escrito numa prosa intensamente lírica e repleta de detalhes vibrantes, A Imperatriz da Rússia é um romance intimista sobre uma mulher aos comandos do seu destino - Catarina, a Grande –, obrigada a navegar pelos triunfos, dores e esperanças da sua alma e de toda uma nação.
Desde a sua extraordinária ascensão ao trono até ao domínio pleno sobre um dos maiores impérios da História, passando pelos relacionamentos românticos e os sacrifícios que fizeram dela a mulher mais temida e autoritária da sua época, A Imperatriz da Rússia relata a incansável batalha entre o amor e o poder de Catarina, a Grande, no país que ela conduziu ao glorioso novo século.
Durante toda a sua vida, Catarina realizou mais proezas do que qualquer outra mulher na história. Ergueu e fez prosperar o império Romanov, acumulou uma imensa fortuna em arte e em terras, controlou com mão de ferro uma corte cheia de vícios e fez vergar uma legião de inimigos que acabou por se ajoelhar perante si. E antes do seu último suspiro, ensombrado pela sangrenta Revolução Francesa, Catarina, a Grande desenhou o desfecho do jogo com a sua última cartada política, assegurando a sua sucessão e a maior glória da Rússia.»

A autora
Eva Stachniak nasceu em Wroclaw, na Polónia, e vive atualmente no Canadá, onde trabalhou na rádio e foi assistente universitária de Inglês e Humanidades. O seu primeiro romance, Necessary Lies, ganhou o Prémio de Primeiro Romance da Amazon.com no Canadá, e o seu segundo romance, Dancing with Kings, foi traduzido para sete línguas. Vive em Toronto, estando a trabalhar no seu segundo romance sobre Catarina, a Grande.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Novidade Dom Quixote: "Purity" de Jonathan Franzen



Nº de páginas: 704
Encadernação: Capa mole
Lançamento: 8 de Setembro

Um magnum opus para os nossos tempos moralmente complexos, pelo grande romancista americano, autor de Liberdade

Sinopse
«A jovem Pip Tyler não sabe quem é. Sabe que o seu nome verdadeiro é Purity, que tem às costas um empréstimo de cento e trinta mil dólares contraído para poder tirar um curso, que vive numa casa ocupada com anarquistas de Oakland, e que a sua relação com a mãe – a única família que tem – é tempestuosa. Mas não faz a mínima ideia de quem é o pai, da razão que levou a mãe a viver isolada do mundo com um nome inventado, nem de como alguma vez irá ter uma vida normal. 
Entram em cena os alemães. Um breve encontro com uma pacifista alemã leva Pip a um estágio na América do Sul, no Projecto Luz Solar, organização que trafica todos os segredos do mundo – incluindo, espera Pip, o segredo das suas origens pessoais. O PLS nasceu da ideia de Andreas Wolf, um provocador carismático que alcançou a fama no caos que se seguiu à queda do Muro de Berlim. Agora foragido na Bolívia, Andreas sente-se atraído por Pip por razões que ela não compreende, e a intensidade com que lhe corresponde arrasa as suas ideias convencionais sobre o certo e o errado. 
Purity é uma fascinante história de idealismo juvenil, fidelidade extrema e assassínio. O autor de Correcções e Liberdade imaginou um mundo de personagens brilhantemente originais – californianos e alemães de leste, bons progenitores e maus progenitores, jornalistas e denunciantes – e segue-lhes as pistas entretecidas por paisagens tão contemporâneas como a omnipresente Internet, e tão antigas como a guerra entre os sexos. 
Purity é o livro mais ousado e penetrante até hoje escrito por um dos mais importantes autores da actualidade.»

O autor
Jonathan Franzen nasceu em 1959 no Illinois e vive em Nova Iorque. É autor de quatro romances: The Twenty-Seventh City (1988), Strong Motion (1992), Correcções (2001) e Freedom (2010); e de duas obras de não-ficção: How to Be Alone (2002) e The Discomfort Zone (2006). Foi considerado pela Granta e pelo The New Yorker como um dos melhores romancistas norte-americanos com menos de quarenta anos. Poucas obras conseguiram um reconhecimento da crítica e do público tão unânime como Correcções , que teve mais de um milhão de leitores nos Estados Unidos, foi classificado como obra-prima e como «o grande romance do século», conheceu uma difusão internacional sem precedentes com a publicação em quase todas as línguas e um sólido projecto cinematográfico. Com Correcções, Jonathan Franzen obteve ainda o National Book Award 2001 e o James Tait Black Memorial Prize 2002. Em Agosto de 2010, Jonathan Franzen foi capa da revista Time - uma honra que não era concedida a um autor vivo há uma década - com as palavras «O Grande Romancista Americano» em grande destaque.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

O Amigo Andaluz


Título original: The Andalucian Friend
Autor: Alexander Söderberg
Nº de páginas: 488 
Editora: Porto Editora

Sinopse
«Sophie Brinkmann é uma viúva que leva uma vida tranquila nos subúrbios de Estocolmo até conhecer Hector Guzman, um homem sofisticado e elegante. Ela não faz ideia de que sob o charme daquele homem se esconde algo sinistro. Hector é o cabecilha de uma organização criminosa. Ele está habituado a obter tudo o que quer, e o que ele agora quer é aniquilar os seus rivais.
Antes de se aperceber do verdadeiro mundo em que Hector se move, Sophie vê-se enredada numa implacável teia. Com a casa sob vigilância e a família em risco, em quem poderá ela confiar, quando a própria polícia é tão perigosa quanto os criminosos?
Neste primeiro volume da trilogia Brinkmann, Alexander Söderberg presenteia-nos com um magnífico romance sobre o mundo sórdido do tráfico de armas e droga, dando-nos ao mesmo tempo um retrato magistral da fragilidade humana.»

Opinião
O início de O Amigo Andaluz é promissor. Um número elevado de personagens e uma estrutura da narrativa complexa seriam duas premissas fortes para desenvolver um excelente romance, neste caso um brilhante policial nórdico. Contudo, essas são premissas que acabam por não se concretizar completamente. Tendo grandes expectativas inicialmente, é uma pena assistir a um desenrolar da história que não é tão apelativo como primeiramente se esperava.

De notar que a grande vitória deste livro é a própria temática - o mundo da droga, do tráfico e do crime - invariavelmente associada ao género policial. Söderberg mostra quão fundo pode ir a rede criminosa, infiltrando-se nos locais e nos estratos onde menos se espera. Existe claramente uma vontade de mostrar como se delineiam os planos estratégicos, quem deve ser atingido e de que maneira se pode usar algo, ou alguém, para atingir certos fins.  Nisto, a narrativa ganha interesse, convidando o leitor a descobrir página após página uma sociedade em que estatuto e crime andam de mãos dadas, numa teia vertiginosa de corrupção e hipocrisia em que a recorrência à morte é apenas mais uma arma.

A leitura avança, pois, tendo em conta este pano de fundo controverso e problemático, que se adensa gradualmente. Na verdade, é esse o motivo pelo qual o ritmo não se perde consideravelmente. Partindo de uma estrutura de narrativa muito ambiciosa, quase cinematográfica, com frequente alternância de personagens e de cenários, a adicionar ao facto de existir um grande número de personagens, torna-se bastante complexa a compreensão dos múltiplos aspectos da história. Assim, quanto mais rápida for a leitura, melhor a percepção do leitor, apesar da concepção escolhida pelo autor não permitir, numa primeira fase, uma leitura espontânea, ávida como seria ideal. Não obstante, a cerca de metade do livro nasce esse fulgor essencial, enraizando um ritmo célere.

Relativamente às personagens, deparamo-nos com um grupo heterogéneo de figuras, com diferentes origens, que de uma forma ou outra acabam por ficar ligadas entre si num contexto comum. A obra ganha firmeza ao atingir rapidamente este elo. Embora não pareça, as personagens inseridas têm todas um determinado papel a desempenhar no cenário geral. Contudo, a relação propriamente dita entre as personagens nem sempre é clara, e aqui houve um trabalho incompleto por parte do autor. Explora-se muito pouco do íntimo das personagens - talvez por não ter sido esse o objectivo de Söderberg - o que constitui uma dificuldade para um leitor que vê nas personagens a essência de um livro. A maioria são meros figurantes, um nome que se associa a determinada etapa da trama, havendo apenas um trio de personagens que são suficientemente consistentes para serem conhecidas. São elas Hector, Gunilla e Lars, com especial destaque para Lars, cujas simplicidade e instabilidade criam uma dicotomia que testa a nossa capacidade de compreensão. Por outro lado, aquela que parecia ser a grande candidata a protagonista, Sophie, falha essa inicial previsão. Pessoalmente, não consegui estabelecer qualquer tipo de ligação emocional com Sophie, que muito se deve à sua constante opacidade e silêncio. Ainda assim, Sophie é uma peça fundamental no jogo, como se torna óbvio ao longo da obra. No fundo, todas as personagens se revelam humanas, apesar de todo o interesse materialista e carácter inexorável prementes que algumas apresentam. Pois todo o homem, a certo ponto, vacila, sofre e, se consegue, volta a erguer-se, mais forte que nunca.

Inerente ao bem desenvolvido trio de personagens já mencionado, surge uma imprevisibilidade que é da maior importância para instalar a curiosidade e fazer mover a história. Quando pensamos que já conhecemos as intenções daquela personagem, as nossas convicções são brutalmente desfeitas para dar lugar ao que antes seria improvável. Este é um feito extraordinário para um autor cujo estilo de narrativa é omnipresente, dando a cada instante um parecer de cada personagem. Até que ponto podemos realmente conhecer uma pessoa?

Sendo este um volume inicial de uma trilogia, considera-se o seu propósito cumprido. No geral, deixa-se patente um vasto leque de personagens que, decerto, serão mais aprofundadas e uma tela que apenas contempla as suas primeiras pinceladas. As possibilidades são muitas para um autor que se revelou hábil em estabelecer um enredo complexo, por vezes empolgante, que agrada tanto os amantes do género policial como a generalidade dos apreciadores de romances. Creio que O Amigo Andaluz é uma rampa de lançamento para uma trilogia frenética que atingirá todo o potencial que aqui teve a audácia de demonstrar.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Novidade Saída de Emergência: "Guerra e Paz - Volume II" de Lev Tolstoi


Data 1ª Edição: 25/09/2015
Nº de Páginas: 688
Encadernação: Capa Mole

Edição comemorativa dos 150 anos da publicação do melhor romance de sempre 

Sinopse
«A Rússia continua a ser devastada pelos exércitos de Napoleão, e as mortes e tragédias sucedem se, ligando-se indelevelmente às vidas das personagens. Estamos no início do século XIX, um dos mais conturbados da história da Rússia, e as vidas de homens e mulheres cruzam-se num tecido narrativo deslumbrante. Ainda assim, apesar de a felicidade parecer algo impossível de ser vivido em tempos de guerra, há bailes e casamentos, aventuras e diversões, festas e grandiosos momentos.
Guerra e Paz é um verdadeiro clássico da literatura universal, e aqui chegamos ao seu último volume. Eis uma obra intemporal que condensa toda a condição humana, simultaneamente romance histórico, bélico e filosófico, e propõe acutilantes reflexões sobre os temas que nos movem e comovem: a vida, o sacrifício, a liberdade, a justiça, o amor e a honra.»

A crítica
"Se não fosse Tolstoi, a literatura seria um rebanho sem pastor ou um caos incompreensível." - Anton Tchekhov

O autor
Lev Nikolayevich Tolstoi nasceu a 9 de setembro de 1828 em Yasnaya Polyana, Rússia. De entre as suas obras, Guerra e Paz e Anna Karenina são consideradas clássicos da literatura universal, frutos do génio criativo e pensador de um dos autores mais lidos e celebrados em todo o mundo. Membro da nobreza com o título de conde, serviu como tenente nas batalhas do Cáucaso e na guerra da Crimeia – tais circunstâncias levá-lo-iam a tornar-se um pacifista e um ativista pela justiça e fraternidade, procurando sempre melhores condições de vida para os seus subordinados. 
Em 1862 casou com Sophia Behrs, 16 anos mais nova do que ele, tendo tido juntos 13 filhos, dos quais 8 sobreviveram. Sophia e Lev tiveram uma forte relação de amor e companheirismo – Sophia era sua datilógrafa, revisora e contabilista. Tolstoi dedicou mais de cinco décadas à escrita. Morreu de pneumonia em 20 de novembro de 1910.