quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Lua Nova



Título original: New Moon
Autora: Stephenie Meyer
Nº de páginas: 528
Editora: Gailivro
Colecção: 1001 Mundos

Sinopse
«Para Bella Swan, existe algo mais importante do que a própria vida: Edward Cullen. Porém, estar apaixonada por um vampiro é mais perigoso do que alguma vez ela poderia imaginar. Edward já salvou Bella das garras de um vampiro maléfico, mas agora, à medida que a sua destemida relação ameaça tudo o que se encontra por perto e todos os que lhes são queridos, eles apercebem-se de que os problemas podem estar apenas a começar...»

Opinião
Stephenie Meyer apanhou-me de surpresa em Crepúsculo e tornou-me um fã devoto da Saga Luz E Escuridão. Como tal, aguardava excelentes expectativas para este segundo volume. E, de facto, foi o que aconteceu.

O romance entre Bella e Edward continua, mas aqui de uma maneira diferente da anterior. Nos primeiros capítulos tudo corre bem, aliás, melhor que bem. A relação entre o vampiro e a humana intensifica-se, começa a haver uma aceitação por parte dos outros mas algo acontece que acaba com essa felicidade. Ocorreu um acidente que pôs em causa os limites de um relacionamento anormal que ninguém pode solucionar. E quando parece que a situação melhorou e se encontraram os suportes necessários para retomar a estabilidade, tudo se desmorona para Bella que terá de enfrentar sozinha longos e penosos meses de sofrimento.

O carácter deste livro é diferente de Crepúsculo, como já referi. Não se evidencia a perfeição do amor ou os seus aspectos positivos. Pelo contrário, discrimina em longos monólogos a maior devastação que se pode viver após a partida de alguém e a manifestação de sentimentos de culpa e fúria nesta dolorosa fase. Nisto a autora revela até demasiada mestria, causando um profundo impacto naquele que se entregar verdadeiramente às suas palavras, porém uma descrição lamentável e piegas a quem não esteja familiarizado com tanta sensibilidade.

Uma marca da qual gostei bastante foi a passagem dos meses em folha branca, nua, que é um ponto a favor tanto para os leitores mais insensíveis como para aqueles que vêm nessas páginas uma alma vazia. Até esse ponto, apenas existe a descrição da infelicidade de Bella. No entanto, a partir daí, nota-se uma certa vitalidade devido à nova companhia que Bella adquiriu para esquecer o que para trás ficou. Mais tarde, tal facto criará um dilema difícil de enfrentar, mas só quando se instala acção com uma determinada fracção de 
suspense na trama. Além de ser um ponto fundamental na obra, este desenrolar de acontecimentos foi muito bem conseguido pela autora que ao criar esse ambiente de incertezas trouxe ao livro um óptimo desenvolvimento.

Talvez se possa dizer que a escrita de Meyer se aperfeiçou um pouco nesta sequela, pois soube balancear o negativo e o positivo sem cair numa parcialidade para a perfeição do romance que foi necessária no livro anterior. E, mais uma vez, não excedeu o conteúdo paranormal e investiu, neste caso, nas advertências de uma relação paranormal. 

O final não podia ser mais evidente, mas ainda assim gostei da simplicidade demonstrada e do humor presente nas últimas deixas da protagonista. A recuperação do conforto deu-lhe de novo felicidade e é desse tipo de coisas que eu gosto no desfecho de um romance, apesar de este não ser o derradeiro fim. 

Isto foi o bastante para me provocar mais expectativas relativamente ao próximo volume, que apesar de eu acreditar que será bom, tenho as minhas dúvidas se será igualmente tão bom a este que tanto me agradou e tanto me surpreendeu.

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