sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

A Revolta



Título original: Mockingjay
Autora: Suzanne Collins
Nº de páginas: 280
Editora: Editorial Presença
Colecção: Via Láctea


Sinopse
«Katniss Everdeen não devia estar viva. Mas, apesar dos planos do Capitólio, a rapariga em chamas sobreviveu e está agora junto de Gale, da mãe e da irmã no Distrito 13. Recuperando pouco a pouco dos ferimentos que sofreu na arena, Katniss procura adaptar-se à nova realidade: Peeta foi capturado pelo Capitólio, o Distrito 12 já não existe e a revolução está prestes a começar. Agora estão todos a contar com ela para continuar a desempenhar o seu papel, assumir a responsabilidade por inúmeras vidas e mudar para sempre o destino de Panem - independentemente de tudo aquilo que terá de sacrificar…»

Opinião
Panem está em cinzas. As chamas continuam a propagar-se pelo espaço e atingem tanto rebeldes como o Capitólio. A certo ponto, torna-se incerto quem está na frente da batalha e todos os possíveis movimentos são imprevisíveis. De facto, se há palavra que define esta última parte da trilogia é imprevisibilidade - o quê, quando, quem e como são uma profunda incógnita a cada virar de página. Com isto, Collins consegue a proeza de aliar a uma obra com o seu quê de aventura momentos de serenidade que exploram enredo e personagens, provocando a reflexão sem comprometer o ritmo de leitura. Tendo este forte trunfo em seu benefício, este terceiro tomo cumpre o seu propósito enquanto fonte de entretenimento e livro final de saga. Mas A Revolta é ainda mais que tudo isto.


Na realidade, revendo os primórdios desta história que com Os Jogos da Fome enraizou um potencial imenso quer pela sua originalidade, quer pelas alegorias que patenteava face à realidade em que vivemos, sente-se aqui o factor fundamental desta obra: uma crítica mordaz ao sistema político e judicial de uma sociedade de vícios imersa em corrupção doentia e sede de poder. Fulminada por uma concorrência desleal, a batalha pelo lugar principal de comando não passa de um jogo escrupuloso em que não há regras e que aqui é muito bem jogado. Prova disso é o final surpreendente, mas inesperado, com que Collins brinda um leitor que até aí pensava já ter assistido ao desfecho principal. Embora não pareça, todo o encadeamento da acção assenta em planos bem elaborados que se destrinçam e se revelam no fim. E para combater esta preponderância pode contar-se com a espontaneidade do nosso mimo-gaio, Katniss Everdeen.

Enquanto figura do enredo, Katniss tem uma dimensão tremenda. Os actos que empreendeu permitiram-lhe ter uma voz, uma expressão singular como nenhum outro cidadão. Ela simboliza a revolta, a força dos reprimidos. É o fogo que emerge das cinzas, a esperança inextinguível perante tantas adversidades. Portanto, é tanto adorada pelos seus iguais como é odiado pelos seus inimigos. Mas será que Katniss, a rapariga do Distrito 12, aceita a condição que lhe tentam incutir? Poderá a segurança da família e daqueles que ama alterar a sua decisão? O que importa verdadeiramente nesta luta? Sacrifício ou amor? Ou ambas as coisas? Ou nenhuma? É nesta amálgama de pensamentos que Katniss se encontra enquanto personagem, numa indecisão e confusão tremendas, quase parecendo, a certo ponto, uma crise de identidade ou de falta de auto-consciência. Katniss sabe o que quer, mas não como lá chegar nem ao que recorrer. Não esquecendo que este livro é destinado a jovens adultos, penso que houve todo um propósito de familiarizar este tipo particular de público com sensações suas conhecidas e próprias da sua faixa etária. Existe medo, insanidade, mas também coragem e genuinidade. É somente nos momentos finais que Katniss evolui para algo consistente. E as suas acções falam por si. Afinal, um passado traumático pode fazer muito no âmago de uma pessoa, e Katniss teve a sua parte de trauma que chegue para mil vidas. Peeta é o outro personagem recorrente neste livro, não fosse ele um dos motivos que desencadeou toda a corrente situação. Se antes Peeta era alguém fortemente independente e capaz de agir sem demonstrar intencionalidade alguma, aqui o papel inverte-se. Peeta é manipulado sem ter poder para protestar e agir por vontade própria. O controlo sobre ele é tal que acontece o imprevisto (porém o inevitável, sabendo em que mãos se encontra o seu destino). É uma figura diminuta enquanto participante, mas profundamente simbólica. Quanto às restantes personagens, introduz-se Coin, a presidente do Distrito 13, que desempenhará um papel importante, sendo os restantes intervenientes rostos já conhecidos, tais como Haymitch, Effie, Prim ou ainda Gaile, o companheiro de Katniss.

Quanto à narrativa, esta prende-se inicialmente a um ritmo mais moroso, sendo que com o adensar da trama há um despoletar de acontecimentos que torna a acção vertiginosa. O facto de haver vários cenários à medida que se avança ajuda bastante na celeridade da leitura, não havendo portanto uma monotonia indesejável. Já a escrita é simples e acessível, tal como anteriormente, porém aqui pautada por um sentido mais crítico. Uma vez que é a pessoa de Katniss quem se dirige ao leitor, seria de esperar uma reflexão ingénua. Ainda assim, estando em grande parte consciente da situação, Katniss tem poder de argumentação e fá-lo de forma satisfatória.

Culminando esta saga com um episódio deveras imprevisto, como já anteriormente referi, Collins atreveu-se ao máximo e arriscou bastante. Decerto que desagrada a tantos como agrada, mas inquestionavelmente surpreende. O que não surpreende é ser Katniss a sentir tudo na pele, a dor, o cansaço, a vitória, a derrota, o amor, a resignação, a revolta, mas por fim a cumprir o seu papel. Vale a leitura de todas as páginas só para chegar àqueles momentos finais onde se encontra a pérola desta história, o fulminante desencadear de uma tempestade que há muito se estava a formar num horizonte oculto da vista de muitos, mas tão óbvio para quem percebe o jogo.

Portanto, de uma forma agradável e nada contida em emoção, A Revolta cessa esta trilogia distópica que nos trouxe uma abordagem nunca antes vista e que certamente contribui para uma referência do género. Prevalecem a originalidade do enredo e a força imensurável de uma protagonista que se transformou num símbolo, nessa metáfora com poder para fazer mover o mundo. Collins, enquanto escritora, forneceu à literatura uma saga que as próximas gerações vão idolatrar e com a qual se podem identificar - porque é isso que todos nós procuramos, afinal, neste universo mágico dos livros e da arte.

domingo, 30 de novembro de 2014

Novidade Presença: "Gata Branca" de Holly Black


Nº de páginas: 268
Coleção: Diversos
Nº na Coleção: 73
Data 1ª Edição: 18/11/2014
PVP: 14,90€

Sinopse
«Cassel Sharpe é um jovem de 17 anos que deseja ter uma vida normal. Mas quando se nasce numa família com uma forte tradição em manipulação de maldições a normalidade não é algo fácil de alcançar. Cassel vive ensombrado pela ameaça de, a qualquer momento, os poderes maléficos que correm na sua família se manifestarem também em si. 
Por diversas vezes, a sua vida é posta em risco quando, em sucessivos episódios de sonambulismo, passeia pelos telhados do colégio interno que frequenta. De volta a casa, torna-se cada vez mais claro para Cassel que um tenebroso segredo familiar ameaça destruí-lo. Desejoso de perceber quem realmente é, o jovem inicia uma cruzada de autodescoberta que o leva a enfrentar perigos cada vez maiores.»

A crítica
  • «Fantasia negra concebida com grande mestria.» - Publishers Weekly
    «Fantasia urbana, história de magia negra ou de passagem à idade adulta - o que quer que lhe queiram chamar, mas têm de lê-la.» - Kirkus Reviews
    «Uma história fantástica, deslumbrante.» - Cassandra Clare, autora de The Mortal Instruments Series
A autora
Holly Black nasceu em Novembro de 1971 numa decrépita mansão Victoriana. Durante anos a sua mãe alimentou a sua imaginação com uma dieta rigorosa de histórias fantasmagóricas e contos de fadas. Uma colecionadora ávida de livros populares, bonecas assustadoras e chapéus excêntricos, vive em West Long Branch, Nova Jersey, com o seu marido, Theo.
Autora de As Crónicas de Spiderwick e As Novas Crónicas de Spiderwick, duas séries publicadas pela Presença, que foram muito aclamadas pelo público e se tornaram bestsellers do New York Times. O seu livro Gata Branca foi nomeado para Best Hero Category no Indigo Teen Read Awards, em 2010, e para o Andre Norton Award 2011.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

O Senhor dos Anéis - O Regresso do Rei



Título Original: The Lord of The Rings – The Return of  The King
Autor: J. R. R. Tolkien
Nº de páginas: 452
Editora: Publicações Europa-América
Colecção: Obras de J. R. R. Tolkien

Sinopse
«Eis que chegámos à terceira parte de O Senhor dos Anéis.
Esta terceira parte, O Regresso do Rei, trata das estratégias opostas de Gandalf e Sauron, até ao fim da grande escuridão, que concluirá esta fantástica viagem pelo estranho mundo criado pela vivíssima imaginação de Tolkien.
Uma epopeia fabulosa que é acima de tudo uma história de Amor e Amizade, de magia e realidade, de guerra e paz, de coragem e entreajuda, de diferença e igualdade, de ambição e poder…Já lido por 100 milhões de leitores em mais de 25 línguas diferentes.»

Opinião
Assente num limiar entre a guerra e a paz, o bem e o mal, o amor e o ódio, este último tomo de O Senhor dos Anéis conclui uma saga épica de aventuras e desventuras protagonizada por uma panóplia de improváveis criaturas, num universo inteiramente prosperado na mente de Tolkien e transposto para aquela que é uma notável obra do fantástico. Na tamanha incerteza que figura no início deste livro, consequência de todos os acontecimentos e surpresas decorridos anteriormente, seria de esperar o tudo e o nada, na medida que qualquer hipótese seria válida, mas não expectável. Assim, empreende-se a fase final desta jornada com mais vontade e prazer por parte do leitor, no sentido de partir à descoberta do culminar desta história e das suas irreverentes personagens.

Como tal, foi com um certo espanto que a acção se desenrolou rapidamente, sem os entraves que à partida tomam conta de um epílogo onde tanto há por resolver. Este facto deve-se a algo tão simples como a leviandade com que Tolkien conta as suas histórias. É evidente que isto tem algo de peculiar, mas também de genial, porque ao fazer passar a história pelos nossos olhos como um conto que se conta a uma criança à lareira há um deslumbramento que fica, uma inércia que impele ininterruptamente a mente de quem lê na direcção de desvendar a dúvida, aquilo que ainda não foi contado. Isto, na minha opinião, é pura magia literária, o que distingue um bom de um mau escritor. Tolkien, ao deter este poder, consegue uma dupla vitória - a narração e o seu conteúdo.

Desta feita, o livro tem o benefício de ser suportado por fortes personagens e um contexto embelezado a um detalhe espantosamente minucioso - não fosse esta das obras mais originais da literatura fantástica, no sentido mais literal da palavra - que favoravelmente atraem qualquer leitor que se preze. Tal como nos volumes anteriores, há um extremo cuidado em descrever a composição do mundo que serve de cenário à acção, que por certas vezes se torna excessivo e contribui para um atenuar do ritmo de leitura. Ainda assim, apresentam-se novos locais nesta viagem pela Terra Média. Para além de um Shire desolado e pacífico, encontra-se a grandiosidade das terras dos reis, elfos, grandes senhores, cavaleiros e donzelas, feiticeiros, senhores das trevas e criaturas distorcidas pela malícia. Perante o desconhecido e o dever de cumprir uma missão crucial, os hobbits continuam a tentar alcançar a todo o custo o final da sua demanda pela destruição do mal, o que só será possível se o bem conseguir os aliados certos. 

Os dois companheiros, Frodo e Sam, estão mais unidos que nunca e é fundamental que assim o seja. Como se torna evidente, esta história é o exemplo perfeito de que a união faz a força, uma força que deve ambicionar ser tão majestosa quanto possível. Aqui, Frodo sucumbe ao encamento pérfido do Anel, à sombra que dele emana e se infiltra no seu ser como um parasita, deturpando-lhe o pensamento e a capacidade de agir por si próprio. A sua fraqueza é uma susceptibilidade não prevista no plano inicial e que pode arruiná-lo, mas algo que é, no fim de contas, inevitável. A verdade é que o mal consegue fazer mais por destruir o bem que o bem faz para destruir o mal. O sofrimento e a perda são impossíveis de evitar. Pois sem sacrifício não há vitória. Neste caso, faz todo o sentido arriscar.  Sam é, a meu ver, cada vez mais querido ao leitor. Particularmente em O Regresso do Rei, oferece diversas surpresas com as suas decisões, sempre munidas de um pensamento consciente, mas ético, uma combinação muito especial e nem sempre presente na mente humana, principalmente nos momentos mais negros quando se revela o verdadeiro carácter do ser. E existe um carácter maravilhoso em Sam. Além disso, carrega consigo um humor muito próprio, já habitual nos livros anteriores, que nos faz adorá-lo ainda mais. Quanto aos restantes intervenientes, volta-se a ter um vislumbre de Sméagol, breve porém decisivo, Merry e Pippin juntam-se de novo à demanda e trazem bons momentos "à moda hobbitiana", mas é Aragorn o centro de todas as atenções. Este evoca um passado imemorial para muitos, mas tão presente no pensamento de outros que não é possível ignorar o que ele representa nesta batalha. Há, aqui, muito misticismo, o qual eu gostaria de ter visto mais aprofundado. Porém, sendo esta a Guerra do Anel, tais acontecimentos são deixados de parte para outras narrações.

É de notar que esta edição do livro apresenta algum desse conteúdo com diversos apêndices, repletos de diversos pormenores desta longa estória, abrangendo a Primeira, Segunda e Terceira Eras da Terra Média. O trabalho desenvolvido nestes factos deveras interessantes apenas comprova, mais uma vez, a singularidade de Tolkien, um escritor como o nosso mundo viu poucos, esse homem que dedicou uma vida à obra, à arte de imaginar sem limites e de ser capaz de transcrever para o papel essa imaginação de forma impecável.

Um aspecto interessante em O Regresso do Rei é o facto de não existir um narrador omnipresente que reúne, ao mesmo tempo, tudo o que decorre num determinado momento, algo mais presente nos volumes anteriores. De facto, tal proeza seria admirável, mas num momento em que as personagens foram agrupadas e seguiram diferentes caminhos seria esta a abordagem a esperar. Ainda assim, a divisão que é feita a certo ponto, centrando a acção em diferentes personagens, não obstante tendo duas linhas de acção que estão interligadas, é agradável para quem lê de modo a não ser perdido o fio condutor, mantendo assim a coerência que é essencial. Foi uma decisão inteligente por parte do escritor, permitindo que tudo faça mais sentido no final.

É, pois, o final a maior surpresa deste livro. Para além do término que já se esperava para O Senhor dos Anéis, acontece algo de muito interessante e invulgar relacionado com a terra querida dos hobbits. A aventura termina onde começou, e que viagem foi percorrida entretanto!

Assim, O Regresso do Rei culmina em grandeza e beleza a história de O Senhor dos Anéis, uma história dentro de uma história muito mais complexa e extensa que estes três volumes. Para os iniciantes, esta é uma excelente oportunidade de entrar no mundo especial de Tolkien. Para quem já conhece tudo o resto, é mais um olhar sobre a Terra Média e o que ela tem para contar. Entre mil e uma lições, fica a de que a vida é um processo cíclico, necessário, de transformação, de viagem, de procura e de descoberta de novos sentidos e novas emoções que se repercutem naquilo que somos e no que nos viremos a tornar. 

Um marco do fantástico que recomendo sem reservas. 

Novidade Presença: "Os Jogos da Fome - A Revolta" de Suzanne Collins


Título Original: Mockingjay – The Hunger Games
Nº de páginas: 280
Coleção: Via Láctea Nº 102
PVP: 14,90€
Data de Publicação: 2 Novembro 2011
Data de Relançamento: 18 Novembro 2014

Último volume de Os Jogos da Fome

Mais de 80 milhões de livros vendidos

1ª Parte nos cinemas a 20 de Novembro

O filme

Trailer oficial aqui.

«Com realização de Francis Lawrence, o filme, baseado na obra de Suzanne Collins, marca o regresso de Katniss Everdeen, acompanhada por Peeta Mellark (Josh Hutcherson) e Gale Hawthorne (Liam Hemsworth). Do elenco fazem parte também Woody Harrelson, Julianne Moore e Donald Sutherland, entre outros, incluindo Seymour Hoffman.»

O livro
«Katniss Everdeen não devia estar viva. Mas, apesar dos planos do Capitólio, a rapariga em chamas sobreviveu e está agora junto de Gale, da mãe e da irmã no Distrito 13. Recuperando pouco a pouco dos ferimentos que sofreu na arena, Katniss procura adaptar-se à nova realidade: Peeta foi capturado pelo Capitólio, o Distrito 12 já não existe e a revolução está prestes a começar. Agora estão todos a contar com ela para continuar a desempenhar o seu papel, assumir a responsabilidade por inúmeras vidas e mudar para sempre o destino de Panem – independentemente de tudo aquilo que terá de sacrificar…
O Fogo Brilha Mais na Escuridão.»

A crítica
«Este volume que encerra a trilogia Os Jogos da Fome, de Suzanne Collins, consegue a rara proeza de ser o melhor dos três volumes da série. Um romance inteligente, escrito de forma brilhante e bem-sucedido a todos os níveis.» - Publishers Weekly

A autora
Suzanne Collins é autora de literatura infanto-juvenil e argumentista de programas televisivos infantis, nomeadamente para a Nickelodeon. A trilogia Os Jogos da Fome continua a estar no top de bestsellers de diversas revistas e jornais não só norte-americanos mas de todo o mundo. Foi considerada a melhor série de ficção juvenil pela Publishers Weekly e pelo New York Times, entre outras publicações de renome. Encontra-se traduzida em 56 países e foi distinguida com diversos prémios, entre os quais o Georgia Peach Award. Os dois primeiros volumes foram adaptados ao cinema, com enorme sucesso. O primeiro, realizado por Gary Ross, e o segundo por Francis Lawrence, também responsável pela adaptação cinematográfica do terceiro volume, A Revolta. Todos os filmes contam com Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson e Liam Hemsworth nos principais papéis.
Pode visitar o site de Suzanne Collins em www.suzannecollinsbooks.com

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Novidade Topseller: "Quando a Neve Cai" de John Green, Maureen Johson e Lauren Myracle


Nº de páginas: 320
PVP: 17,69€
Lançamento: Já disponível

Quando a Neve Cai já chegou às livrarias nacionais, um livro escrito a três mãos, com três contos obrigatórios para os amantes de histórias de amor e aventuras. Os direitos para cinema já foram adquiridos pela Universal Pictures.

Quando a Neve Cai está também disponível em e-book: KINDLE I KOBO I iBooks.

Sinopse
«John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle são três jovens autores, bem-sucedidos, cujos contos se entrelaçam num romance brilhante, mágico e divertido, a que não faltam fragmentos de amor, laços de amizade, uma maratona de filmes do James Bond e beijos muito apaixonados.
Tudo acontece na noite de natal, onde uma inesperada tempestade de neve transforma uma pequena cidade num inusitado refúgio para insuspeitos encontros românticos. Três histórias, oito raparigas e rapazes e mais uns quantos caminhos vão cruzar-se em Quando a Neve Cai.»

A Vogais disponibiliza os primeiros capítulos para leitura imediata, aqui.

A crítica
«Três dos mais bem-sucedidos autores norte-americanos de ficção para jovens adultos juntam-se para interligar três histórias passadas em plena véspera de Natal na mesma pequena cidade da Carolina do Norte. Cultura contemporânea, acontecimentos cheios de humor e romantismo e personagens fortes engrandecem esta colaboração empenhada.» - Kirkus Reviews

«Ternurentas mas sem serem piegas, estas histórias cuidadosamente trabalhadas irão aquecer os corações dos leitores.» - School Library Journal

«Um livro mais que perfeito» - The Guardian

Os autores
John Green (EUA, 1977) é o autor bestseller do New York Times dos livros A Culpa É das Estrelas, O Teorema de Katherine, À Procura de Alasca (Edições Asa) e Cidades de Papel (Editorial Presença). É também coautor, com David Levithan, de Will e Will (Edições Asa). Foi vencedor dos prémios literários Michael L. Printz Award, Edgar Award e recebeu por duas vezes o Los Angeles Times Book Prize. Os seus livros já foram publicados em cerca de trinta países.

Maureen Johnson (EUA, 1973) é autora bestseller de vários livros, entre os quais se destacam The Name of the Star (nomeado para o Edgar Award), 13 Little Blue Envelopes, Devilish, Girl At Sea e Suite Scarlett.

Lauren Myracle (EUA, 1969) é autora de vários livros para jovens e jovens adultos, incluindo os bestsellers do New York Times Thirteen, ttyl (talk to you later) e ttfn (ta ta for now), da série The Internet Girls.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Novas Edições Harry Potter - 15º Aniversário


Já lá vão 15 anos desde que a magia entrou na vida de milhões de leitores. Pessoalmente, cresci com esta história que muito me ensinou, mas que também me proporcionou uma das experiências literárias mais incríveis que tive. 
A Editorial Presença elaborou novas edições infantis dos livros de modo a não deixar passar despercebida a data. Com o Natal tão próximo, esta nova roupagem decerto aliciará miúdos e graúdos.
Mais uma razão para começar a ler Harry Potter!


quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Novidade Bertrand: "Estalinegrado" de Antony Beevor


Género: História
N.º de páginas: 544
Data de lançamento: 31 de outubro
PVP: 18,80€

Mais de 4 milhões de exemplares de livros do autor vendidos em todo o mundo.

Sinopse
«Em outubro de 1942, um oficial dos Panzers escreveu: «Estalinegrado já não é uma cidade… Os animais fogem deste inferno; nem as pedras mais duras conseguem resistir por muito mais tempo; só os homens se aguentam.»
Para muitos, a Batalha de Estalinegrado simboliza o ponto de viragem da Segunda Guerra Mundial. A vitória do Exército Vermelho e o fracasso da Operação Barbarossa alemã marcaram a primeira derrota nas ambições territoriais de Hitler e o princípio do seu declínio. 
Pouco se sabe contudo do que de facto aconteceu em Estalinegrado. Depois de avançar sobre o território soviético, as forças de Hitler detêm-se a alguns quilómetros de Moscovo e avançam para o maior erro da estratégia nazi: Estalinegrado.
A batalha pela cidade tornou-se o foco de atenção tanto de Hitler como de Estaline, convictos como estavam de que seria determinante para vencer a guerra na Frente Oriental. Os cidadãos de Estalinegrado viveram sofrimentos inimagináveis e a atalha foi brutalmente destrutiva para ambos os exércitos. 
Neste livro aclamado pela crítica e vencedor de vários prémios, incluindo o Samuel Johnson Prize, Antony Beevor dá-nos um olhar único sobre um dos momentos mais negros da história da Europa.»

O autor
Os livros de Antony Beevor incluem Paris Após a Libertação1944-1949 (escrito com a sua mulher, Artemis Cooper); Estalinegrado, vencedor do Samuel Johnson Prize, do Wolfson Prize na área de História e do Hawthornden Prize na área de Literatura; A Queda de Berlim – 1945, vencedor do primeiro Longman – History Today Trustee’s Award e recentemente considerado um dos melhores livros da primeira década do século XXI pelo New York Times e pelo Telegraph, A Guerra Civil de Espanha e, mais recentemente, A Segunda Guerra Mundial.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Resultado do Passatempo: "Diário de uma Obsessão" de Claire Kendal



Termina mais um passatempo no Refém das Letras, desta vez com o apoio da fantástica Saída de Emergência.
Estava a sorteio um exemplar do livro Diário de uma Obsessão, de Claire Kendal. Para participar, bastava responder a um conjunto de cinco perguntas cujas respostas poderiam ser encontradas no excerto disponibilizado.
Entre as 70 participações, das quais 11 inválidas, foi seleccionado o vencedor. E o leitor que levará o livro para casa é:

14 - Fernando de Sousa Pereira

Muitos parabéns! O vencedor irá receber um e-mail na sua caixa de correio com o resultado do sorteio.
A todos os outros participantes, muito obrigado pela vossa participação! Não desanimem, haverá oportunidades futuras com outros livros.

Boas leituras!

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Novidade Casa das Letras: "O Palácio de Inverno" de Eva Stachniak


Nº de páginas: 536
PVP: 18,90€

Sinopse
«A implacável ascensão de Catarina, a Grande, vista através dos olhos da jovem espia da imperatriz na Rússia do século XVIII.
Quando Vavara, uma jovem órfã polaca, chega à ofuscante e perigosa corte da imperatriz Isabel em Sampetersburgo, é iniciada em tarefas que vão desde o espreitar pela fechadura até à arte de seduzir, aprendendo, acima de tudo, a ser silenciosa – e a escutar.
Chega, então, da Prússia Sofia, uma frágil princesa herdeira, a potencial noiva do herdeiro da imperatriz. Incumbida de a vigiar, Vavara em breve se torna sua amiga e confidente e ajuda-a a mover-se por entre as ligações ilícitas e as volúveis e traiçoeiras alianças que dominam a corte.
Mas o destino de Sofia é tornar-se a ilustre Catarina, a Grande. Serão as suas ambições mais elevadas e de longo alcance? Será que nada a deterá para conquistar o poder absoluto?»

A autora
Eva Stachniak nasceu em Wroclaw, na Polónia, e vive atualmente no Canadá, onde trabalhou na rádio e foi assistente universitária de Inglês e Humanidades. O seu primeiro romance, Necessary Lies, ganhou o Prémio de Primeiro Romance da Amazon.com no Canadá, e o seu segundo romance, Dancing with Kings, foi traduzido para sete línguas. Vive em Toronto, estando a trabalhar no seu segundo romance sobre Catarina, a Grande.
Para mais informação sobre a autora e os seus livros consultar www.evastachniak.com

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Passatempo: "Diário de uma Obsessão" de Claire Kendal



O Refém das Letras tem o prazer de anunciar um novo passatempo, em parceria com a Saída de Emergência

A sorteio está uma das mais recentes novidades da editora, que tem o seu lançamento marcado para 10 de Outubro. Diário de uma Obsessão é o primeiro romance de Claire Kendal, portanto uma estreia absoluta. Informações sobre o livro podem ser encontradas aqui.

Para se habilitar a ganhar este exemplar, basta responder às perguntas presentes no questionário abaixo e deixar os seus dados conforme pedido, tendo sempre em conta as regras do passatempo.

As respostas às perguntas podem ser encontradas no excerto disponibilizado pela SDE, aqui.

Boa sorte!

Regras do passatempo:
- O passatempo decorre até dia 13 de Outubro, Segunda-feira, às 23h59;
- Só é permitida uma participação por pessoa, morada e e-mail;
- Só são aceites participações de residentes em Portugal Continental e Ilhas;
- Participações com respostas incorrectas e/ou dados incompletos serão eliminadas;
- O vencedor será sorteado aleatoriamente entre todas as participações correctas e completas, sendo posteriormente contactado pelo blogue;
- O blogue não se responsabiliza por possível extravio do prémio nos correios.


sábado, 27 de setembro de 2014

Novidade Saída de Emergência: "Diário de uma Obsessão" de Claire Kendal


Nº de páginas: 304
Lançamento: 10 de Outubro

Os fãs de Gone Girl irão arrepiar-se com este thriller sobre poder e perseguição.

Sinopse
«Clarissa está cada vez mais assustada com o seu colega Rafe. Ele não a deixa em paz e recusa-se a aceitar “não” como resposta. Está sempre presente. 
Ser convocada para ser jurada é um alívio. A sala do tribunal é um abrigo seguro, um lugar onde Rafe não pode estar. Mas à medida que uma narrativa de rapto e violação se desenrola, Clarissa começa a ver paralelismos entre a sua situação e a da jovem na barra das testemunhas. Se quer sobreviver, Clarissa terá que expor o seu perseguidor. Ao desenredar o macabro e perverso conto de fadas que Rafe teceu em torno deles, descobre que o final que ele visiona é mais aterrador do que ela poderia alguma vez imaginar. Mas como é que alguém pode proteger-se de um inimigo que mais ninguém consegue ver?»

A crítica
"Um thriller claustrofóbico que nos faz sentir na pele o que é ser perseguido." - Marie Claire

A autora
Claire Kendal nasceu nos EUA e foi criada em Inglaterra, onde passou grande parte da sua vida adulta. Diário de uma Obsessão é o seu primeiro romance, traduzido para mais de doze línguas. Ensina Literatura Inglesa e Escrita Criativa e vive no Sudoeste da Inglaterra.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Novidade Quinta Essência: "Um Amor Perdido" de Anna McPartlin


Género: Ficção Estrangeira
Nº de páginas: 356
PVP: 15,90€

Sinopse 
«A 21 de junho de 2007 Alexandra Kavanagh saiu de casa, falou com a vizinha, meteu-se no comboio, chegou à estação de Dalkey e desapareceu... 
Tom está destroçado. Não encontra a mulher, o seu mundo desmoronou e o seu único objetivo é localizá-la. 
Durante dezassete anos, Jane cuidou do filho Kurt, da excêntrica irmã Elle, e da rabugenta mãe Rose. A única pessoa de que não cuida é dela própria. 
Elle é artista e considerada um génio. Como tal, o seu comportamento um tanto errático é tolerado. Embora a sua vida pareça perfeita, a tristeza de Elle é por vezes profunda. 
Leslie perdeu toda a família para o cancro. Passou vinte anos à espera de morrer, mas após uma operação radical está determinada a viver de novo.
Quatro meses depois do desaparecimento de Alexandra. Tom entra num elevador com Jane, Elle e Leslie para um concerto de Jack Lukeman. Uma hora mais tarde, os quatro desconhecidos saem de lá com as suas vidas entrelaçadas para sempre. Um Amor Perdido aborda o alcoolismo, a depressão, a negação e a dor e ainda assim irá dar por si a sorrir e até a rir.»

A crítica
«Personagens com que sentimos afinidade e muito riso e lágrimas.» - Prima

«Fácil de ler, divertido e emocionalmente cativante.» - The Irish Times

«Perspicaz e irresistível, às vezes profundo, comovente e muito divertido.» - Image

«O quarto romance de McPartlin é um espelho brutalmente sincero que reflete o intrigante modo como a tristeza e a felicidade coexistem.» - Booklist Image

A autora 
Anna McPartlin nasceu em Dublin, em 1972. Estarás sempre Comigo, o seu primeiro livro publicado na Quinta Essência, é inspirado na própria experiência de perda da autora e na capacidade de sobrevivência necessária para superar os desgostos da vida. Em 2007, foi vencedor do prémio Revelação do Ano nos Irish Book Awards. 
Anna McPartlin viveu parte da infância em Dublin, até se mudar para Kerry, na adolescência, onde foi criada pelos tios. Após concluir o ensino secundário, entrou para a faculdade onde estudou Marketing, mas manteve o seu amor pela stand-up comedy e pela escrita. Enquanto trabalhava nas artes conheceu o marido, Donal. Actualmente vivem em Dublin. 
Para mais informações visite www.annamcpartlin.com

Para mais informações, clique aqui.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Novidade Bertrand: "O Filho" de Philipp Meyer


Género: Romance
N.º de páginas: 640
Data de lançamento: 5 de Setembro
PVP: 19,90€

O autor de Ferrugem Americana regressa com O Filho, um livro «magistral.», como descreve o New York Times.

Sinopse
«Um épico do Oeste americano e uma saga que atravessa várias gerações de uma família e mais de um século de história. Uma história de poder,sangue, terra e petróleo que acompanha a ascensão de uma inesquecível família texana, desde os ataques dos Comanches em inícios do século XIX até à explosão do petróleo no século XX. 
Apaixonante, abrangente e evocativo, O Filho é uma obra-prima inesquecível na grande tradição do cânone americano.»

A crítica
«De parar a pulsação.» - The Telegraph

«Brilhante. Épico.» - The Financial Times

«Um épico magnífico.» - The Sunday Times

O autor
Foi criado em Baltimore, desistiu do liceu mas conseguiu o diploma aos dezasseis anos. 
Foi durante vários anos voluntário num centro para vítimas de trauma em Baltimore, e mais tarde frequentou a Cornell University, onde fez Estudos Ingleses. Entre 2005 e 2008 Meyer foi membro do Michener Center for Writers in Austin, Texas. Vive no Texas e em Nova Iorque.
Pode saber mais sobre o autor aqui.

Do mesmo autor

Novidade Presença: "No Limiar da Eternidade" de Ken Follett


Nº de páginas: 1024
Coleção: Grandes Narrativas
Nº na Coleção: 589
Lançamento: 16 de Setembro

Nesta saga empolgante que agora se conclui, Ken Follett conduz-nos, em No Limiar da Eternidade, através de um mundo que pensávamos conhecer, mas que agora nunca mais nos parecerá o mesmo.

Sinopse
«Enquanto as decisões tomadas nos corredores do poder ameaçam extremar os antagonismos e originar uma guerra nuclear, as cinco famílias de diferentes nacionalidades que têm estado no centro desta trilogia O Século voltam a entrecruzar-se numa inesquecível narrativa de paixões e conflitos durante a Guerra Fria. 
Quando Rebecca Hoffmann, uma professora que vive na Alemanha de Leste, descobre que anda a ser seguida pela polícia secreta, conclui que toda a sua vida é uma mentira. O seu irmão mais novo, Walli, entretanto, anseia por conseguir transpor o Muro de Berlim e ir para Londres, uma cidade onde uma nova vaga de bandas musicais está a contagiar as novas gerações. Nos Estados Unidos, Georges Jakes, um jovem advogado da administração Kennedy, é um ativo defensor do movimento dos Direitos Civis, tal como a jovem por quem está apaixonado, Verena, que colabora com Martin Luther King. Juntos partem de Washington num autocarro em direção ao Sul, numa arriscada viagem de protesto contra a discriminação racial. Na Rússia, a ativista Tania Dvornik escapa milagrosamente à prisão por distribuir um jornal ilegal. Enquanto estas arriscadas ações decorrem, o irmão, Dimka Dvornik, torna-se uma figura em ascensão no seio do Partido Comunista, no Kremlin.»

A crítica
«O fascinante volume final da trilogia O Século é uma experiência de leitura exaustiva mas gratificante, de uma grande densidade temática, que flui num enredo habilmente urdido entre a caracterização das personagens, os dramas familiares e a intriga internacional.» - Publishers Weekly

O autor
O britânico Ken Follett é um dos mais bem-sucedidos autores contemporâneos. Dos vinte e nove livros que escreveu, foram já vendidos mais de 150 milhões de exemplares. A trilogia O Século, o seu projeto mais ambicioso até ao presente, conta a história do século XX através do olhar de cinco famílias relacionadas entre si. Antes desta trilogia, o maior e mais inesperado êxito do autor foi a epopeia medieval Os Pilares da Terra (1989). Altamente aclamada pela crítica e pelos leitores e vendendo sucessivas edições, motivou Follett a escrever a sequela O Mundo sem Fim (2008), tornando-se ambos livros de culto no mundo inteiro. A Presença tem publicado outros grandes êxitos do autor: A Ameaça, Triplo, O Voo das Águias, Voo Final, O Escândalo Modigliani.

Novidade Topseller: "Um Caso Perdido" de Colleen Hoover


Nº de páginas: 352
PVP: 18,79€

Um Caso Perdido (Hopeless) é um romance intenso que o irá comover e arrebatar, ao mesmo tempo que o fará recordar o seu primeiro amor.

Sinopse
«Preferia saber a verdade, ainda que isso fizesse de si um caso perdido, ou continuar a viver uma mentira?
Quando Sky conhece Dean Holder no liceu, um rapaz com uma reputação tão duvidosa quanto a dela, sente-se aterrorizada, mas também cativada. Há algo naquela figura que lhe traz memórias do seu passado mais profundo e perturbador. Um passado que ela tentou por tudo enterrar dentro da sua mente.
Ainda que Sky esteja determinada a afastar-se de Holder, a perseguição cerrada que ele lhe dedica, bem como o seu sorriso enigmático, fazem-na baixar as defesas, e a intensidade da relação entre os dois cresce a cada dia. Mas o misterioso Holder também guarda os seus segredos, e, quando os revela a Sky, ela vê-se confrontada com uma verdade tão terrível que pode mudá-la para sempre. Será Sky quem ela pensa que é? E será que os dois conseguirão sarar as suas feridas emocionais e encontrar um modo de viver e amar sem limites?»

A crítica
«Colleen Hoover é uma das vozes mais vigorosas da ficção para jovens adultos.» - Kirkus Reviews

«De vez em quando aparece um livro assim, que nos corta a respiração.» - USA Today

A autora
Colleen Hoover, pela primeira vez editada em Portugal, é já uma autora conhecida dos leitores mais atentos ao que se vai publicando fora de portas. Já atingiu o 1.º lugar no top de vendas do New York Times, e surge habitualmente entre as escritoras de romances mais bem-sucedidas da Amazon (top 10).

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Novidade Casa das Letras: "Outlander - A Viajante" de Diana Gabaldon


Nº de páginas: 824
PVP: 24,90€

Sinopse
«Estava morto. No entanto, o seu nariz palpitava dolorosamente, coisa que lhe era estranha, dadas as circunstâncias.»
Assim começa o terceiro livro da série OUTLANDER, em que ficamos a saber que, afinal, Jamie Fraser não morreu no campo de batalha de Culloden. De volta ao século XX, Claire fica em choque com a notícia de que Jamie está vivo, mas, muito mais que isso, fica radiante. Ouvimos a história de Jamie, como ele mudou, tentando alcançar uma vida a partir dos pedaços da sua alma e do país que deixou para trás, e o breve relato de Claire sobre os 20 anos que passaram desde que o deixou em Culloden, enquanto Roger MacKenzie e Brianna, filhos de Claire e Jamie, se aproximam das pistas do passado, numa busca incessante por Jamie Fraser. Será que o podem encontrar? E se o conseguirem, Claire voltará para ele? E se ela o fizer… o que se sucederá?
Dos fantasmas de Samhain nas terras altas da Escócia para as ruas e bordéis de Edimburgo, do mar turbulento e das aventuras nas Índias Ocidentais, percorremos páginas de história repletas de revolta, assassínio, vodo, fetiches, sequestros, e um sem-número de inúmeras aventuras. Por detrás de todas elas, porém, jaz a questão de Jamie: «Quereis vós levar-me, Sassenach? E arriscar o homem que sou em prol do homem que era?»

A autora
Diana Gabaldon é uma escritora americana de ascendência mexicana e inglesa. Licenciada em Zoologia, mestre em Biologia Marinha e doutorada em Ecologia, foi professora universitária durante 12 anos, mas acabou por ser a escrita a conquistá-la. Atualmente, dedica-se exclusiva­mente a escrever e a sua série de sucesso Outlander, publicada em 26 países e 23 línguas, está a ser adaptada à televisão. Gabaldon vive em Scottsdale, Arizona, com a família.

Da mesma autora
 

terça-feira, 26 de agosto de 2014

20I20 Editora – 5 anos de vida



"Cinco anos. Somos mais novos do que o nosso gato de estimação, mas já gastámos mais vidas do que o Joy para superar as surpresas e os percalços (sobrevivemos à falência de duas distribuidoras!) que o mercado do livro por vezes decide pregar.

Ultrapassámos todos os obstáculos, somos, por tal, reconhecidos e elogiados no meio, e aqui estamos hoje a festejar 5 anos de existência, com a certeza de estarmos a prestar um bom serviço aos leitores editando livros de qualidade.

Conseguimos, em apenas cinco anos, tornar-nos numa das seis maiores editoras portuguesas. Em 2013 a Booksmile terminou o ano como a terceira maior chancela infantil em valor, e a quarta em volume, enquanto a 20I20 Editora foi o quarto maior grupo infantil do mercado em valor e em volume, e o 9.º maior grupo editorial em valor, o sexto em volume.

E, é com objetivos ambiciosos que arrancamos para o último trimestre do ano, o mais importante para as editoras, com bestsellers que vão cativar os mais adultos e enriquecer os mais novos."

John Green (Quando a Neve Cai), autor bem conhecido entre os leitores portugueses, James Patterson (I, Alex Cross e Sunday’s at Tiffany’s), Janet Evanovich (A Perseguição) e Jeff Kinney (O Diário de um Banana 9), estes últimos autores do Top 6 mundial (Forbes), são alguns dos nomes de relevo que terão novos títulos a chegar às livrarias até ao Natal.

Novidades

Agosto
No dia 28 de agosto chegam já às livrarias, pela Topseller, o thriller Não Digas Nada de Mary Kubica, Ama-me, o terceiro volume da série premiada de J. Kenner (Prémio Melhor Romance Erótico 2014) e Um Caso Perdido (Hopeless) da autora n.º 1 do New York Times Colleen Hover (Romance).

Destaque, ainda, para um lançamento da Booksmile. Pela primeira vez, os fãs d’O Diário de um Banana, coleção bestseller em Portugal e com mais de 115 milhões de livros vendidos em todo o mundo, terão uma agenda bem especial para utilizar e “abusar” ao longo do ano escolar.

Setembro
Em setembro, a Topseller dá a conhecer um novo autor espanhol Marc Pastor, autor de A Mulher Má. Um thriller ao estilo de Sherlock Holmes, passado na cidade de Barcelona de 1912, baseado numa história verídica de uma mulher que raptava e comia crianças. C. W. Gortner regressa com um novo romance histórico, O Segredo dos Tudor, enquanto a saga de Vanessa Michael Monroe, personagem criada pela autora bestseller Taylor Stevens, continua em Os Inocentes.

Destaque, na Vogais, para os livros Mourinho Rockstar: As Duas Faces do Treinador Mais Polémico do Mundo, de Luís Aguilar, ABC da Poupança, de Ana Rosa Bravo, Dieta Anti-Cancro, de Magda Roma, e Um Homem Também Chora, de Mónica Menezes, este último um livro singular com testemunhos de homens que passaram pela experiência de cuidar de mulheres com cancro. A 20I20 Editora continua, assim, a apostar em autores portugueses.

Outubro
Em outubro, James Patterson, o autor mais bem-sucedido em todo o mundo com mais de 300 milhões de livros vendidos, regressa com I, Alex Cross, o terceiro título, publicado em Portugal, da série policial mais popular dos últimos 25 anos. Janet Evanovich, a autora de policiais mais bem-sucedida em todo o mundo, com mais de 75 milhões de livros vendidos, regressa com A Perseguição, o segundo volume da série Kate O’Hare. Para os fãs de thrillers intensos, Karin Slaughter traz-nos Fraturado, o segundo volume da série Will Trent.

A Vogais edita a imperdível biografia Antoine de Saint Exupéry: Vida e Morte do Principezinho, de Paul Webster. Já Philip Leonetti, “Crazy Phill”, conta, na primeira pessoa, a vida por dentro da família mais violenta da história da América e a queda sangrenta da La Cosa Nostra em O Príncipe da Máfia. Depois do sucesso da 1.ª edição, Kakebo, o famoso livro que tem ajudado os portugueses a poupar atualiza-se para o ano de 2015.

Novembro
Em novembro, Quando a Neve Cai, editado pela Topseller, promete encantar os fãs da escrita de John Green. Um livro que reúne três romances de Natal, três histórias de amor escritas a três mãos: John Green, Lauren Myracle e Maureen Johnson.

A pensar no Natal dos mais novos, em novembro chega às livrarias, com a chancela Booksmile, aquele que será, como habitual, o livro infantojuvenil mais procurado, O Diário de um Banana 9, nono volume da coleção que já vendeu mais de 115 milhões em todo o mundo. A coleção bestseller Princesa Poppy, da autoria de Janey Louise Jones e com mais de meio milhão de livros vendidos em Portugal, continua a crescer, e tem dois novos títulos para as pequenas princesas.

A Vogais edita a uma completa biografia do Papa Francisco do conhecido jornalista britânico Austin Ivereigh (The Great Reformer: Francis and the Making of a Radical Pope).


NOTÍCIA – Nova chancela literária em 2015

A 20I20 Editora, mantendo a sua política de crescimento, tem a satisfação de anunciar que o catálogo do Grupo vai aumentar com o nascimento, em 2015, da chancela literária. A 20I20 Editora prevê lançar, sob a nova chancela, 15 títulos em 2015, entre autores nacionais e estrangeiros.

O nome da chancela fica, por enquanto, no segredo dos deuses. Mas não resistimos a revelar o primeiro nome que figurará no catálogo: Pearl S. Buck, Prémio Nobel da Literatura. Perdido durante 40 anos, A Eterna Demanda (The Eternal Wonder) é um romance inédito de Pearl S. Buck e chegará às livrarias nacionais em fevereiro de 2015.

Trata-se de uma exploração ficcional comovedora e portentosa dos temas que tanto diziam a Pearl S. Buck, A Eterna demanda é, talvez, o seu trabalho mais pessoal e apaixonado, e cativará, sem dúvida, os milhões de leitores que sempre estimaram as suas obras ao longo de gerações.

domingo, 24 de agosto de 2014

O Grande Amor da Minha Vida


Título original: The Bronze Horseman
Autora: Paullina Simons
Nº de páginas: 688
Editora: ASA

Sinopse
«Tatiana vive com a família em Leninegrado. A Rússia foi flagelada pela revolução, mas a cidade mais cosmopolita do país guarda ainda memórias do glamour do passado.
Bela e vibrante, Tatiana não deixa que o dramatismo que a rodeia a impeça de sonhar com um futuro melhor.
Mas este será o pior e o melhor dia da sua vida.
O dia fatídico em que Hitler invade a Rússia.
O dia assombroso em que conhece aquele que será o seu grande e único amor.
Quando Tatiana e Alexander se cruzam na rua, a atração é imediata. Ambos sabem que as suas vidas nunca mais serão as mesmas.
Ingénua e inexperiente, Tatiana aprende com o jovem soldado os prazeres da paixão e da sensualidade. Atormentado pela guerra e pela incerteza quanto ao futuro, Alexander descobre a doçura dos afetos.
E, enquanto as bombas caem sobre Leninegrado, eles vivem um amor que sabem ser eterno mas impossível. É um amor que pode destruir a família de Tatiana. Um amor que pode significar a morte de todos os que os rodeiam.
Ameaçados pela implacável máquina de guerra nazi e pelo desumano regime soviético, Tatiana e Alexander são arremessados para o vórtice da História, naquele que será o ponto de viragem do século XX e que moldará o mundo moderno.»


Opinião
Todos os bons romances têm algo em comum que, na maioria dos casos, se torna a sua essência: uma boa história de amor protagonizada por personagens sólidas. O que, de facto, distingue os bons romances é o que o autor consegue criar para além do contexto romântico, ou melhor, o modo como o autor encaixa o romance num cenário mais construtivo de maneira a que haja algo mais para além disso, que provoque outro género de sentimentos no leitor. Dito isto, não consigo deixar de referir o meu desagrado quanto ao título optado pela nossa editora. Este livro é muito mais que uma história de amor, mesmo sendo um grande amor. A influência que o russo Pushkin tem sobre esta história é significativa, não uma mera referência à sua existência. O Cavaleiro de Bronze (um dos seus mais aclamados poemas) é a alma deste livro e o título - não subtítulo - que exclusivamente lhe pertence por direito.

Fora este aparte, O Grande Amor da Minha Vida está repleto de qualidades notórias e particularidades impressionantes que fazem desta uma história grandiosa, tocante em todos os sentidos. Com o pano de fundo a destacar uma Rússia comunista à beira de um dos maiores conflitos que a humanidade já presenciou, somos inseridos no seio de uma família comum, modesta e numerosa da qual faz parte a jovem Tatiana. Desde o momento em que se apresenta, Tatiana não larga o leitor até à última página. Tatiana é apenas uma criança quando no dia 22 de Junho de 1941 a Alemanha invade a Rússia, catapultando inesperadamente este país para a sanguinária Segunda Guerra Mundial. A partir desse dia, tudo muda para Tatiana e para os milhões de cidadãos russos que se vêm confrontados com a necessidade de combater pelo país, pela pátria do camarada Estaline. É, no entanto, no cenário mais obscuro que surge uma luz protectora. Alexander, um soldado do Exército Vermelho, encontra Tatiana na mais banal das ocasiões. É o acaso do destino que cruza as suas vidas de uma maneira irreversível, ligando-os por um fio invisível mas imutável à espera de ser fortalecido pelo tempo e pelas palavras. Porém, as circunstâncias que se afiguram são demasiado controversas para serem desprezadas, e o amor que poderia crescer livremente fecha-se à volta de inúmeras paredes cheias de obstáculos, uns que apenas o tempo e o espaço podem transformar, outros que são simplesmente intransponíveis. O que se verifica é, apesar disso, que em tempos de guerra, não há vitórias ou derrotas impossíveis. Há lutas que devem ser travadas e destinos a serem cumpridos, sem faltarem boas ou más surpresas que ninguém pode revogar.

Nesta complexa história, as personagens são aquilo que faz a diferença. A brevidade de algumas é tão marcante quanto a longevidade de outras, mas são duas figuras que, por razões óbvias, se destacam das restantes. Tatiana é o motor do livro, portanto a pessoa que faz mover a seu ritmo a atenção do leitor. Numa primeira fase, Tatiana é uma rapariga tímida, ingénua, mas com uma personalidade extremamente vincada, capaz de surpreender a qualquer momento. É, contudo, quando os tempos se tornam mais negros que a verdadeira Tatiana, ou uma Tatiana que ainda não existia e que pela força da necessidade se constrói, atinge uma maturidade invulgar numa rapariga de dezassete anos. Os acontecimentos que ocorrem à sua volta são cada vez mais degradantes, mas a sua alma fortalece-se com eles impedindo a todo o custo de se embrenhar na mesma apatia fulminada por uma resignação total à lenta destruição pessoal. Os horrores sentidos por Tatiana fazem-nos pensar nas nossas vidas, na sorte que nos foi concedida por nascermos numa época livre de certas incumbências que nenhum ser humano que se preze deve levar a cabo. A determinação e a esperança de Tatiana são a beleza perante o caos das bombas e da morte, permitindo-lhe passo a passo chegar longe numa jornada aparentemente inútil. Grande parte da sua força deve-se a Alexander, o soldado que mudou para sempre a sua forma de ver a vida. Alexander é alguém que também sofre, não só pelo presente mas também por um passado de dificuldades que teima em esconder para sua própria segurança, agora também a segurança de Tatiana. Com o decorrer do livro, torna-se evidente que Alexander é um homem de integridade absolutamente inabalável, sempre consciente da situação que o seu mundo atravessa - o que se revela nas suas acções e decisões. À medida que a relação de Tatiana e Alexander cresce e se transforma em puro amor, o clima da obra torna-se mais consistente, porém cada vez mais imprevisível e instável. A partir de certo ponto, falar de Tatiana é o mesmo que falar de Alexander, e o contrário igualmente verdade, por existir entre eles uma união que os cinge a um só corpo, a uma só mente. Esta entrega mútua é abismal e o seu encanto é, não obstante, ameaçado por outra personagem, Dimitri. Em várias passagens, o desenlace está num impasse e numa incerteza excruciante devido à intervenção de Dimitri, em quem a autora deposita toda a hipocrisia, ingratidão e maldade que pode existir num homem com graves inseguranças. Para além de Dimitri, muitas outras personagens secundárias interpõem-se e, à sua maneira, influenciam a vida dos protagonistas. Muitas são interessantes na medida em que fazem sobressair o que de melhor e pior existe nas relações entre humanos, principalmente a consistência de uma amizade ou de um laço familiar que, por força das circunstâncias, se encaminha para o desmoronamento. A construção progressiva de Tatiana e de Alexander é contrariada pela desconstrução das restantes personagens. Assim, no fim nada mais importa que esta dualidade, este homem e esta mulher cheios de um mundo de sentimentos e de cicatrizes causadas pela mágoa, mas também pela alegria.

A intervenção histórica neste livro é impressionante. Confere todo um dinamismo e realismo à história que a torna mais sentida. O que não falta na oferta literária são romances em tempos de guerra, e este poderia ter caído na banalidade em que a guerra é um mero cenário ilustrativo. Mas não. A guerra é profundamente demarcada no âmago das personagens e no decorrer do tempo e do espaço, sem no entanto ser o foco principal da narrativa. Existem detalhes que são, certamente, precisos e que revelam uma exaustiva pesquisa factual por parte da autora. Além disso, é com grande naturalidade que a acção se vai delineando pelas ruas de uma São Petersburgo transformada numa Leninegrado comunista, mais um trabalho notável por parte de Simons.

Ainda assim, uma das mais importantes características deste trabalho de Simons é ambiguidade da sua escrita. Em geral, é uma escrita coerente, apelativa e fácil de entender, o que permite uma leitura fluída com alguma celeridade. Porém, tão depressa existe uma leveza e um cuidado em aliciar o leitor com palavras bonitas e diálogos encantadores como os capítulos se preenchem de uma crueza que, no mínimo, acaba por ser chocante. Nesta última vertente, a guerra que se vive e as suas repercussões são uma grande ajuda para atingir a sensibilidade do leitor. De facto, o leitor termina esta leitura indefinidamente sensibilizado, com uma sensação inebriante de um novo despertar para o mundo e para a vida que são tão preciosos, mas tão pouco valorizados.

Fome, morte, amor, luta e vida preenchem as mais de seiscentas páginas de O Grande Amor da Minha Vida. Percorrido por um tom épico, revolucionando o pensamento de quem lê com a conclusão de grandes acontecimentos, este primeiro volume define um estilo irreverente e aliciante, ideal para fazer desta uma trilogia muito promissora. Simons, mais que uma escritora que sabe como atingir o seu público, é uma criadora de personagens e de histórias magníficas. O descortinar das eventualidades que ficaram por esclarecer é muito aguardado e será, eventualmente, algo tão magistral quanto o amor sentido pelas duas almas que deram vida a este livro. 

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Passatempo Presença: "Quinta Viagem ao Reino da Fantasia"



Queres ganhar o novo livro do Geronimo Stilton, Quinta Viagem ao Reino da Fantasia
Já imaginaste se o Stilton te convidasse para ires com ele ao Reino da Fantasia? Daria uma história bem extrarrática, não achas?
Pois é isso que queremos que nos contes: puxa pela imaginação e conta-nos as tuas aventuras com dragões, ogres, fadas, elfos, duendes, gigantes e bruxas!
E se fores um dos autores das 3 melhores histórias adivinha o que vais ganhar? Um livro novinho em folha: Quinta Viagem ao Reino da Fantasia

Participa aqui até dia 24 de agosto e boa sorte!

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

As Brumas de Avalon - O Prisioneiro da Árvore



Título original: The Mists of Avalon - The Prisoner in the Oak
Autora: Marion Zimmer Bradley
Nº de páginas: 304
Editora: Saída de Emergência
Colecção: Bang!


Sinopse
«No derradeiro volume deste clássico, Morgaine vai ao encontro do seu destino que a coloca contra Artur – o seu amante, irmão e agora inimigo. Ao regressar a Camelot durante o Banquete de Pentecostes, Morgaine acusa Artur de comprometer a coroa, e exige que este lhe devolva a espada mágica Excalibur. 
Mas Artur recusa e Morgaine tenta de tudo para o travar, nem que para isso tenha que usar as pessoas que ama para o desafiar. Quando Avalon se sente traída por Artur, Morgaine invoca a sua magia para lançar os companheiros de Artur numa demanda pelo cálice sagrado. 
Os eventos escapam ao controlo de todos quando Lancelet regressa e sucumbe de novo à sua paixão por Gwenhwyfar. Mas o Rei Veado tem assuntos mais importantes como a guerra decretada por Mordred que pretende usurpar o trono de Camelot. 
Conseguirá o mundo de Avalon sobreviver ou será forçado a desaparecer nas brumas do tempo e memória?»

Opinião
Finalmente, eis que se chega ao derradeiro volume de uma tetralogia muito especial. O Prisioneiro da Árvore termina, assim, uma saga de amor, fé e poder que relata sob uma perspectiva muito própria a mítica lenda Arturiana. Depois de três intensas partes que encaminharam a história para uma tão desejada conclusão, é com enorme entusiasmo que se inicia este último percurso pelas terras de uma Bretanha ancestral envolta em misteriosas brumas. Se a curiosidade em conhecer o destino de Avalon e de Camelot é grande, não o é menos aquela de saber o que acontecerá às suas extraordinárias personagens. Dito isto, não é com surpresa que este se afirma um final magistral, digno de uma obra de notável qualidade, embelezado até por uma agridoce imprevisibilidade.

A maior incerteza que se pretendia desvendar aqui e a pergunta que pairava mesmo antes de Arthur se fazer rei era, afinal, o que seria feito de Avalon num mundo que, aparentemente, a esqueceu. Surpreendentemente, a ênfase não recai sobre o destino de Avalon, mas antes sobre o que Avalon significa perante uma sociedade que vive em novos tempos e com outros ideais. Se o que se aguardava era um tratado bélico entre Pagãos e Cristãos, o engano não poderia ser maior. Acima de tudo, esta é uma obra de introspecção que coloca paralelamente o poder humano e o divino, desmistificando a influência que cada um tem sobre o outro. O conflito é inquestionavelmente real, mas quem iniciou de facto essa guerra? Terá sido a ira divina ou a ingratidão do homem? Perceber esta questão é fundamental para atingir a paz entre os homens, sobretudo a plenitude de espírito que só os mais atentos conseguem alcançar. Deste modo, poucos conhecem a verdade da vida e o que ela significa. Apenas uma alma se preenche desta fulminante epifania e só essa alma, antes incompleta, se consegue transfigurar em luz imutável.

As Brumas de Avalon segue vários caminhos durante esta leitura, tornando possíveis múltiplas hipóteses antes inverosímeis. Sente-se a magia a correr pelas páginas à medida que se desvenda cada aspecto do enredo, nunca havendo desilusão por parte do leitor. Empreendem-se muitos acontecimentos, o que se justifica não só por haver muito por concluir, mas também pela longa extensão temporal que constitui O Prisioneiro da Árvore. Esses acontecimentos determinam a corrente situação das personagens e o seu relacionamento com o ambiente envolvente. Mas mais importante que isso, a maioria desses acontecimentos alteram o relacionamento das personagens com elas próprias. A sua individualidade é mais marcante que nunca e as suas decisões revelam quem, na verdade, são e qual o seu papel na transformação que se sente no mundo.

As personagens e a sua evolução são, portanto, um aspecto fulcral do livro. A sua cronologia extensa é fortemente demarcada nas personagens e sente-se cada uma a amadurecer ao seu próprio ritmo, comprovando que o passar dos anos não só traz rugas, como conhecimento. Sem esse conhecimento, não seria possível a Morgaine alcançar uma sabedoria tal que lhe permitiu crescer exponencialmente em espírito. Embora parecesse que era impossível desenvolver mais esta personagem, Bradley atraiçoou-nos numa reviravolta impressionante, demarcando a sua genialidade em relacionar complexamente personagens e enredo. Também Gwenhwyfar se afirma na sua personalidade sólida, emancipando-se de uma forma que tem tanto de surpresa como previsibilidade. É, no entanto, em certas personagens que até aqui eram participantes do plano secundário que se constroem as maiores surpresas. Nomeadamente Morgause, Gwydion, Kevin e Lancelet são atirados no vórtice tempestuoso das disputas íntimas de interesses e desejos, acabando num lugar à altura das suas acções. Arthur, pelo contrário, preenche-se de um grande vazio e pouca relevância enquanto figura activa. É mais valorizado o seu simbolismo, a imagem do Rei Supremo que dele transparece do que propriamente a pessoa e as respectivas características que lhe são inerentes. Afinal, o que será feito do Rei Veado, quando o jovem veado crescer?

Apesar de se revestirem de aspectos humanos e terrenos, as personagens não se privam do culto transcendente que a autora logo no início enraizou. A fé continua a fazer mover cada um, à sua maneira, tendo um sentido muito particular neste último tomo. Porque a fé é algo intocável, porém profundamente poderoso, porque quando a fé se afronta perante o mortal, impulsiona-no na procura de algo melhor, no encalço da perfeição intangível, que por o ser, leva à loucura. O orgulho do homem cega-o, moldando-lhe a mentalidade e o pensamento, tornando-o ciente de que pode deter um poder maior que o do próprio universo. Esta ambição, quando não controlada, pode ser fatal. Conduz à hipocrisia, à traição e por fim à destruição. De facto, a crença tem um poder muito forte, na maioria dos casos oculto aos olhos. É quando se vislumbra uma centelha dessa crença e se é sensível aos seus desígnios que se cumpre o seu verdadeiro propósito. Só assim é possível iluminar a humanidade.

Dotada de uma narração mágica, até por vezes hipnotizante pelo balancear criteriosamente ajustado das palavras, Bradley fez desta uma história de reflexão, em que cada capítulo são levantadas questões com as quais qualquer leitor se pode relacionar. São sentidas as vivências das suas personagens, as suas alegrias e angústias, anseios e tormentos, sendo que esta forma inteligente de dar a conhecer o âmago das personagens nos faz amá-las ou odiá-las com mais fervor. Esta particularidade intensifica-se com o aproximar do fim, onde nada mais interessa do que a condição final de cada figura que durante quatro livros nos deliciaram e encantaram.

Com O Prisioneiro da Árvore, culmina-se em todo o seu esplendor uma brilhante saga da literatura fantástica. Constituída por momentos imprevisíveis protagonizados por personagens marcantes que muito já viram da vida, As Brumas de Avalon finaliza-se após uma era erigida pela dedicação à fé e ao poder, ponteada por guerras sustentadas pelo ódio, mas também envolta no mais puro amor que tolda a sensibilidade humana. É uma obra que, na sua essência, leva o leitor mais longe na experiência da leitura envolvendo-o num mistério tão antigo quanto a própria raça humana, que faz mover massas a cada século de existência. Uma autora genial, uma história aliciante e personagens magníficas fazem de As Brumas de Avalon um irrepreensível culto literário para qualquer tipo de leitor em qualquer geração.