quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Novidade Publicações Europa-América: "A Queda de Artur" de J. R. R. Tolkien


Nº de páginas: 248
Colecção: Obras de J. R. R. Tolkien
Preço: 22.25€ 

Inédito em Portugal

Edição organizada por Christopher Tolkien 

Versão Bilingue 

Sinopse
«A Queda de Artur, a única incursão de J. R. R. Tolkien nas lendas do rei Artur da Bretanha, pode muito bem ser vista como a sua mais delicada e hábil aventura na métrica aliterativa do inglês antigo, tendo concedido à sua interpretação inovadora das antigas narrativas uma sensação penetrante da natureza grave e determinista de tudo o que é contado: da expedição ultramarina de Artur até às distantes terras pagãs, da fuga de Guinevere de Camelot, do regresso de Artur à Bretanha e da grande batalha naval, no retrato do traidor Mordred, nas dúvidas atormentadas de Lancelot no seu castelo francês.
Infelizmente, A Queda de Artur foi um dos seus vários poemas longos inacabados. Há evidências que terá começado a escrevê-lo no início dos anos 30 do século passado e estaria num estado suficientemente avançado para que o enviasse a um amigo perspicaz, que o leu com grande entusiasmo no final de 1934, e o incentivou a concluí-lo com urgência: «Tem mesmo de o terminar!» Contudo, foi em vão. Tolkien abandonou-o, em data desconhecida, ainda que alguns indícios apontem para 1937, o ano de publicação de O Hobbit e das primeiras incursões em O Senhor dos Anéis. Anos mais tarde, numa carta de 1955, disse que «esperava terminar um longo poema sobre A Queda de Artur», mas esse dia nunca chegou. 
Associadas ao texto do poema, existem, contudo, várias páginas manuscritas; uma grande quantidade de rascunhos e experiências em verso, nas quais a estranha evolução da estrutura do poema é revelada, juntamente com sinopses narrativas e notas deveras significativas, ainda que desesperantes. Nestas últimas, é possível discernir associações claras, ainda que misteriosas, do fim de Artur com O Silmarillion e a amarga conclusão do amor de Lancelot e Guinevere, que nunca chegou a ser escrito.» 

O autor
J. R. R. Tolkien nasceu a 3 de Janeiro de 1892 em Bloemfontein. Depois de ter servido na Primeira Guerra Mundial, Tolkien abraçou uma distinta carreira académica e foi reconhecido como um dos melhores filólogos do mundo. No entanto, é mais conhecido como o criador da Terra Média e autor das clássicas e extraordinárias obras de ficção como O Hobbit, O Senhor dos Anéis e O Silmarillion. As suas obras foram traduzidas para mais de 60 línguas e venderam milhões de exemplares em todo o mundo. Foi premiado com um CBE e um grau honorário de Doutor em Letras pela Universidade de Oxford, em 1972. Faleceu em 1973, com 81 anos.

Christopher Tolkien nasceu a 21 de Novembro de 1924 e é o terceiro filho de J. R. R. Tolkien. Nomeado por Tolkien como seu executor literário, tem-se dedicado, desde a morte do pai, em 1973, à edição dos escritos não publicados, nomeadamente O Silmarillion e as colecções intituladas Contos Inacabados de Númenor e da Terra Média e The History of Middle-earth (A História da Terra Média). Ele e a esposa vivem em Baillie, França, desde 1975.

domingo, 13 de outubro de 2013

Novidade Presença: "Quando O Cuco Chama" de Robert Galbraith


Título Original: The Cuckoo’s Calling 
Nº de páginas: 496 
Coleção: Grandes Narrativas Nº 563 
PVP: 21,90€ 
Lançamento: 15 de Outubro

O primeiro policial de J.K. Rowling escrito sob o pseudónimo Robert Galbraith

Sinopse
«Quando uma jovem modelo, cheia de problemas na sua vida pessoal, cai de uma varanda coberta de neve em Mayfair, presume-se que tenha cometido suicídio. No entanto, o seu irmão tem dúvidas quanto a este trágico desfecho, e contrata os serviços do detetive privado Cormoran Strike para investigar o caso. 
Strike é um veterano de guerra - com sequelas físicas e psicológicas - e a sua vida está num caos. Este caso serve-lhe de tábua de salvação financeira, mas tem um custo pessoal: quanto mais mergulha no mundo complexo da jovem modelo, mais sombrio tudo se torna - e mais se aproxima de um perigo terrível... 
Um policial envolvente e elegante, mergulhado na atmosfera de Londres – que nos leva desde as ruas privilegiadas de Mayfair até aos bares clandestinos do East End, e daí para a agitação do Soho – Quando o Cuco Chama é um livro notável. Apresentando ao público o detetive Cormoran Strike, este é o aclamado primeiro romance policial de J.K. Rowling, escrito sob o pseudónimo Robert Galbraith.»

A crítica
«Este é um livro excelente por direito próprio.»  - Independent 

«O enredo está muito bem urdido e é narrado com extremo rigor.» - The Guardian 

«Deliciosamente fresco e divertido.» - The Daily Telegraph

«Admiravelmente bem escrito e com um enredo extraordinário... É uma leitura surpreendente, intensa e com muito sentido de humor...» - Daily Express

O autor
Robert Galbraith é um pseudónimo de J. K. Rowling, autora da série Harry Potter e do romance Uma Morte Súbita.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Colheita de Setembro


No mês de Setembro vieram parar à estante do Refém das Letras novidades bem interessantes. Relativamente à primeira e à última, devo um agradecimento especial à Publicações Europa-América e à Saída de Emergência, respectivamente, por me terem deliciado com estas surpresas. No conjunto, são três livros muito distintos uns dos outros que pretendo ler o mais depressa possível:

      

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Novidade Porto Editora: "Um Comércio Respeitável" de Philippa Gregory


Tradução: Maria do Carmo Figueira
Nº de páginas: 472
Capa: mole com badanas
PVP: 17,70 €

Primeiro romance histórico de Philippa Gregory na Porto Editora

Philippa Gregory é uma autora de romance histórico respeitada internacionalmente. Com Um Comércio Respeitável, a publicar a 4 de outubro, e que, segundo o The Times, é «um livro fascinante», entra para o catálogo da Porto Editora uma autora de topo (Daily Mail) no que concerne a esse género. 
Este romance, que inclusivamente já foi adaptado à televisão, não aborda o Período Tudor, como outras obras de Philippa Gregory, mas sim as consequências devastadoras do comércio de escravos em África, no século XVIII.

Sinopse
«1787. Bristol é uma cidade em franco crescimento, uma cidade onde o poder atrai os que estão dispostos a correr riscos. Josiah Cole, um homem de negócios que se dedica ao comércio de escravos, decide arriscar tudo para fazer parte da comunidade que detém o poder na cidade. No entanto, para isso, Cole vai precisar de capital e de uma esposa bem relacionada que lhe abra as portas necessárias.
Casar com Frances Scott é uma solução conveniente para ambas as partes. Ao trocar as suas relações sociais pela proteção de Cole, Frances descobre que a sua vida e riqueza dependem do comércio respeitável do açúcar, rum e escravos.
Entretanto, Mehuru, um conselheiro do rei de Ioruba, em África, é capturado, vendido e enviado para Bristol, onde será educado nos padrões ocidentais por Frances, por quem, inexoravelmente, se irá apaixonar.
Em Um Comércio Respeitável, Philippa Gregory oferece-nos um retrato vívido e impressionante de uma época complexa onde impera a ganância e a crueldade que devastaram todo um continente.»

A crítica
«Philippa Gregory é uma contadora de histórias cativante.» - Sunday Telegraph

«Um momento histórico de grande agitação tecido, de um modo brilhante, com detalhes íntimos do quotidiano. Um livro fascinante.» - The Times

«No que toca à ficção histórica, Philippa Gregory está no topo.» - Daily Mail

«Um livro que choca a consciência, com uma descrição vívida e implacável do comércio de escravos. Excelentemente escrito.» - Publishers Weekly

A autora
Philippa Gregory já era uma escritora aclamada quando se interessou pelo Período Tudor. Este foi o passo que catapultou a sua carreira literária, sendo hoje uma das autoras de romance histórico mais lidas em todo o mundo.
Atualmente vive com a família numa quinta, no Yorkshire, e dedica-se, além da escrita, à investigação histórica.
É fundadora da organização «Gardens for Gambia» responsável pela construção de cerca de 200 escolas primárias naquele país. Um dos projetos desta organização é a criação de hortas nas escolas a fim de providenciar a alimentação e desenvolvimento das comunidades.
Mais informações: www.philippagregory.com

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Novidade Porto Editora: "A Desumanização" de Valter Hugo Mãe


Nº de páginas: 252
Capa: mole com badanas
PVP: 16,60 €

A Islândia de Valter Hugo Mãe 

A Desumanização é o novo e muito aguardado romance do escritor

«Uma declaração esquisita», mas, também, «a mais sincera declaração de amor aos fiordes do oeste islandês» – assim define Valter Hugo Mãe o seu novo e muito aguardado romance, A Desumanização. Com chancela da Porto Editora, a obra chega às livrarias a 20 de setembro e constitui uma abordagem muito plástica e poética da espiritualidade de um lugar onde o sonho e o pesadelo se confundem.
Durante três anos, o autor viajou para a Islândia (e partilhou vários desses momentos com os leitores, através do Facebook), para criar aquele que é o seu texto mais visível – um livro de ver. Uma feliz fusão entre a palavra e a capacidade de fazer ver e sentir.
Distinguido com o Prémio José Saramago, o Grande Prémio Portugal Telecom para melhor livro do ano e o Prémio Portugal Telecom para melhor romance, Valter Hugo Mãe apresentará A Desumanização em três eventos principais: no Teatro Maria Matos, em Lisboa, a 6 de outubro; na Casa da Música, no Porto, a desse mês; e no Teatro Municipal de Vila do Conde, a 11. Depois disso, iniciará uma digressão nacional. Sobre estas sessões, a Porto Editora divulgará mais informações em breve.

Sinopse
«Mais tarde, também eu arrancarei o coração do peito para o secar como um trapo e usar limpando apenas as coisas mais estúpidas.» Passado nos recônditos fiordes islandeses, este romance é a voz de uma menina diferente que nos conta o que sobra depois de perder a irmã gémea. Um livro de profunda delicadeza em que a disciplina da tristeza não impede uma certa redenção e o permanente assombro da beleza. O livro mais plástico de Valter Hugo Mãe. Um livro de ver. Uma utopia de purificar a experiência difícil e maravilhosa de se estar vivo.

O autor
Valter Hugo Mãe nasceu em Saurimo, Angola, no ano de 1971.
Licenciou-se em Direito e é pós-graduado em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea.
Publicou os romances: o nosso reino; o remorso de baltazar serapião, Prémio José Saramago em 2007; o apocalipse dos trabalhadores; a máquina de fazer espanhóis, Grande Prémio Portugal Telecom, categoria melhor livro do ano, e Prémio Portugal Telecom, categoria melhor romance do ano, em 2012, e O Filho de Mil Homens. A sua poesia encontra-se reunida no volume contabilidade.
Escreveu diversos livros ilustrados para os mais novos, entre os quais: Quatro Tesouros; O Rosto e As mais belas coisas do mundo.
Valter Hugo Mãe é vocalista do grupo musical Governo (www.myspace.com/ogoverno), projeto que editou o EP Propaganda Sentimental, com cinco canções, através do selo Optimus Discos.
Escreve as crónicas Autobiografia imaginária, no Jornal de Letras, e Casa de papel, na revista de domingo do jornal Público.
Outras informações sobre o autor podem ser encontradas no Facebook (Valter Hugo Mãe – Pag. Oficial) ou em: www.valterhugomae.com

As Brumas de Avalon - A Senhora da Magia


Título original: The Mists of Avalon - Mistress of Magic
Autora: Marion Zimmer Bradley
Nº de páginas: 304
Editora: Saída de Emergência
Colecção: Bang!

Sinopse
«O clássico As Brumas de Avalon regressa ao mercado português para dar a conhecer a uma nova geração esta história mágica e intemporal centrada nas mulheres que, por detrás do trono de Camelot, foram as verdadeiras detentoras do poder.
Morgaine é ainda uma criança quando testemunha a ascensão de Uther Pendragon ao trono de Camelot. Uther deseja Igraine, a mãe de Morgaine, presa a um casamento infeliz com Gorlois. Mas há forças maiores que estão em curso e que se preparam para mudar as suas vidas para sempre. Através da sua sacerdotisa Viviane, Avalon conspira para unir Uther a Igraine e dessa aliança nascerá Arthur, a criança que salvará as Ilhas. Morgaine, dotada com a Visão, é levada por Viviane para Avalon onde irá receber treino como sacerdotisa da Deusa Mãe. É então que assiste ao despertar das tensões entre o velho mundo pagão e a nova religião cristã. O que Morgaine desconhece é que o destino irá armar-lhe uma cilada e pô-la, de novo, no caminho do meio-irmão Arthur da forma que menos espera…»

Opinião
Marion Zimmer Bradley faz renascer a lenda de Arthur sob um forma muito peculiar. Com esta obra, regressamos a uma Inglaterra longínqua, imemorial, temperada por um ambiente obscuro de conflitos entre reinos e religiões. A paz é o ideal mais desejado, mas consegui-la requer uma força superior que não está ao alcance de um mero mortal. Sacrifícios são necessários para fazer mover a história no sentido correcto e talvez a solução esteja onde menos se espera, escondida entre as brumas de uma terra há muito inatingível.

Nesta primeira parte de As Brumas de Avalon, torna-se claro que há uma forte vertente mágica a percorrer a narrativa. Este misticismo é fascinante, conferindo o toque ideal de fantasia à história. Porém, o que transforma esta história em algo tão especial e único é o facto de a magia ser uma característica que está intrinsecamente ligada às suas personagens.

Introduzem-se três mulheres que lideram o protagonismo. São elas Igraine, Viviane e Morgaine. Partilhando laços familiares muito próximos, depressa se consegue encontrar semelhanças entre elas, destacando-se o espírito de sacrifício, a perseverança e a independência comum às três. Porém, muitas são também as diferenças que as distinguem. Igraine, em primeiro lugar, apresenta-se como uma mulher resignada ao seu destino, com um espírito enegrecido pela tristeza em que vive. No entanto, é quando Viviane, a sua irmã, vem ao seu encontro que se põe em curso uma mudança drástica na vida de Igraine. É confrontada com as suas origens que agora lhe colocam um desafio inesperado, que terá de superar para garantir o funcionamento do plano de Viviane. Esta é determinada, perspicaz e recta como a sua posição lhe exige. É ela que concebe um futuro inquebrável e imutável, agindo de modo a acontecer aquilo que pretende sem olhar às adversidades que daí poderão surgir. Ainda assim, a certa altura Viviane revela-se uma mulher sofrida, que tal como Igraine se resignou ao seu doloroso fado. Mas é Morgaine, filha de Igraine e sobrinha de Viviane, quem se torna o centro do livro. Ainda criança, assiste a uma reviravolta na sua realidade que irá transformá-la interiormente. Ao atingir a fase adulta, dá-se um momento que a preenche de revolta e mágoa, alterando todas as suas crenças que até aí eram inquestionáveis. A decisão que toma, por fim, é arriscada e controversa, constituindo um preâmbulo de um futuro vago e incerto. Portanto, são três personagens marcantes, sendo Igraine a que mais alterações sofre ao longo da obra.

Ao apostar fortemente na perspectiva feminina, a autora faz com A Senhora da Magia uma ode à mulher. Numa época em que o homem dominava em força e inteligência, Bradley criou exemplos vincados de mulheres independentes, lutadoras e sábias que provam não ser inferiores ao mais banal dos homens, conseguindo ainda que estas os superassem com a sua visão única e consciente do mundo.

Outro aspecto importante mencionado neste livro é o conflito eminente entre religiões. De um lado figura o Cristianismo, com os seus ideais aparentemente imutáveis. É evidente o tom crítico existente em algumas passagens, que salienta a faceta primordial da Igreja, a da intolerância e da aversão relativamente a outras crenças. Do outro lado, surge o Paganismo, com as suas claras diferenças. Os seus rituais e costumes próprios são deslumbrantes, que aliados a um certo misticismo conseguem manter o leitor interessado em conhecer mais. As personagens regem-se à volta desta ambiguidade de crenças, contudo quando chega a altura de questionar sobre o que está bem ou mal em cada uma delas, conseguem-se óptimos momentos de reflexão ética que resultam na percepção de que não existe uma religião na humanidade que seja absolutamente perfeita.

É de destacar ainda que a história gira em torno de interesses políticos. Cada um tenta reunir o máximo de aliados possíveis de forma a concretizar os seus objectivos. Para tal, não importa se as acções são tomadas de forma honesta e leal ou usando a traição como arma de ataque, desde que o poder supremo fique garantido a quem se proclamar vencedor.

Dentro do género, Bradley é um caso singular. A sua escrita surpreendeu-me por ser rápida, inteligente e funcional, revelando-se extremamente estimulante. Os acontecimentos sucedem-se na ausência de pausas significativas, havendo por vezes saltos temporais que impedem a monotonia da leitura. Além disso, os cenários são magnificamente elaborados, transmitindo uma magia muito própria. Deste modo, depressa se atinge o final com a ânsia de ler imediatamente o próximo volume.

Com muito agrado terminei A Senhora da Magia, o primeiro de quatro volumes de uma saga que se principia de maneira magistral. Algumas ideias fulcrais ficam esclarecidas, como o dever de fazer aquilo que está correcto, a imprevisibilidade do destino e ainda a impotência em controlar forças que estão para além do nosso limiar de acção. Estes são ensinamentos a ter em conta a fim de assegurar um futuro concreto para Avalon e para aqueles que lhe foram, são e serão fiéis.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Harry Potter E Os Talismãs da Morte



Título original: Harry Potter and the Deathly Hallows
Autora: J.K. Rowling
Nº de páginas: 608
Editora: Editorial Presença
Colecção: Estrela do Mar

Sinopse
«É neste sétimo volume que Harry Potter irá travar a mais negra e perigosa batalha da sua vida. Dumbledore reservou-lhe uma missão quase impossível – encontrar e destruir os Horcruxes de Voldemort… Nunca, em toda a sua longa série de aventuras, o jovem feiticeiro mais famoso do mundo se sentiu tão só e perante um futuro tão sombrio. Chegou o momento do confronto final – Harry Potter e Lord Voldemort… nenhum pode viver enquanto o outro sobreviver… um dos dois está prestes a acabar para sempre… Os seus destinos estão misteriosamente entrelaçados, mas apenas um sobreviverá... Numa atmosfera apoteótica e vibrante, Rowling desvenda-nos, por fim, os segredos mais bem guardados do universo fantástico de Harry Potter e deixa-nos envoltos, talvez para sempre, na sua poderosa magia. Este sétimo volume tem sido considerado pelo público e pela crítica como o melhor de toda a série Harry Potter.»

Opinião
Este é o último capítulo de uma saga única na história da fantasia. O feiticeiro mais famoso do mundo termina aqui o seu percurso. Nunca pensou a autora que a história de um rapazinho de onze anos atingisse tal sucesso. Desde A Pedra Filosofal que Harry Potter conquistou fãs de todas as idades por todo o globo. Não havia comparação possível ao fenómeno mais aliciante de todos os tempos. Muitos livros foram escritos e o final era aguardado com elevadas expectativas. A pressão sobre J.K. Rowling era maior que nunca. Mas o que era um inocente estudante de Hogwarts passou a ser rival do pior feiticeiro das trevas que o mundo mágico conheceu. Por isso, esperar um final feliz, sem batalhas nem perdas, é completa ilusão.

No seguimento da maior emoção presenciada em toda a saga, o melhor é mesmo por de parte os nossos sentimentos enquanto lemos este volume. Dada a complexidade da tarefa atribuída a Harry por parte de Dumbledore, a mesma não será realizada de ânimos leves. Harry, Hermione e Ron enfrentam uma ameaça tenebrosa. Para encontrarem os Horcruxes e os destruírem terão de percorrer lugares sombrios outrora esquecidos, tendo o máximo de cuidado para não serem descobertos pois todos os lugares estão vigiados. A escuridão apoderou-se da sociedade e confiar em alguém é um erro fatal. As suas vidas estão constantemente em jogo. O risco é incalculável. Ainda assim, enquanto o bem sobreviver, nada será em vão.

Ao iniciar a leitura das primeiras páginas rapidamente afastei a ideia de que este livro seria para descontrair a mente. Pelo contrário, a ansiedade tomou conta de mim durante durante toda a leitura. Tudo me pareceu de uma realidade extrema. Envolvi-me de tal modo na vivência das personagens e senti tão fortemente as suas emoções que parar era impensável. Além disso, ajudou o facto de não haver pausas, sendo o ritmo pautado por acção constante e por mistérios que aparecem sucessivamente, uns que remetem a passados longínquos onde se procuram pistas relevantes, outros que se criam e se desvendam aos poucos, sendo todos eles importantes para o desenrolar da história.

As personagens estão mais definidas do que nunca. Neste livro, isso só se traduz num aspecto: ou pertencem ao bem ou pertencem ao mal. E é aqui que Rowling vira tudo do avesso, nomeadamente no que toca a uma personagem em particular. A aparente incontornável imagem que temos dela, construída desde o princípio,  dissipa-se completamente para dar lugar a um total novo ponto de vista. Com esta revelação, que só ocorre perto do final, ficamos boquiabertos e extremamente confundidos. Somos forçados a rever tudo o que ficou para trás, e depois de encaixar perfeitamente todas as peças no devido lugar, finalmente apercebemo-nos como tudo faz sentido e nada foi deixado ao acaso. Só uma mente tão brilhante como a de Rowling consegue conceber uma história em sete volumes e entrelaçá-la de uma maneira tão magistral, permitindo surpresas destas quando o fim está tão próximo. Quanto a Dumbledore, desmistifica-se a sua vida antes de ser tornar Director de Hogwarts. São revelações muito bem conseguidas que chegam a ser tocantes. É importante referir que não são meras notas, mas antes informações cruciais para esclarecer determinadas lacunas ainda existentes. No que toca a Harry, Ron e Hermione, a sua amizade é testada até ao limite. Os desafios que confrontam juntos e até as os conflitos que surgem entre eles são provações incalculáveis que, ao serem ultrapassadas, mostram quão forte e genuíno é o laço que os une. Harry é o que se defronta com mais sobressaltos. Entende finalmente o significado da profecia e a razão de ser O Rapaz Que Sobreviveu, tendo que lidar com todas as implicações que daí vêm. As decisões que deve tomar não são nada fáceis, porém a sua escolha evidencia não só a sua enorme coragem, bem como a bondade que lhe é inata. O seu destino é a maior preocupação do leitor e mesmo até aos momentos finais não se consegue vislumbrar qual será o desfecho desta grande personagem.

Achei que os Talismãs da Morte mencionados no título foram um contributo fascinante para o livro. Para além de trazerem um certo misticismo, ainda desempenham um papel importante em dois momentos decisivos. Isto mostra quão fundo Rowling foi na criação deste mundo ao ponto de criar histórias dentro de histórias e ser capaz de conjugá-las na perfeição, sem que haja a mínima falha.

Sendo esta uma aventura que acontece fora de Hogwarts, na sua maioria, a autora conduziu-nos por novos cenários deslumbrantes onde o perigo é eminente. Também voltamos a alguns locais já familiares, contudo essa sensação de perigo confere-lhes uma perspectiva completamente nova.

Quando, por fim, se regressa a Hogwarts, é perceptível a transformação que a escola sofreu durante o período de ausência. A sombra de Voldemort propagou-se a cada canto e o seu domínio é supremo. No entanto, há sempre um rasto de luz que se mantém oculto à espera do momento oportuno. E assim que a luz se afirma perante as trevas, dá-se o início da luta. A batalha final é colossal, envolvendo não só feiticeiros mas também criaturas mágicas de todo o tipo. Os encantamentos e as maldições voam das pontas das varinhas como uma frenética explosão de artilharia, não sendo possível saber de quem vieram e quem pretendem atingir. Há perdas dolorosas que apelam às nossas emoções, momentos inesquecíveis de bravura, mas é o derradeiro final que constitui o acontecimento épico. Nele fica provado que na luta entre o bem e o mal, o bem acaba sempre por superar pois detém um trunfo que é inconcebível por qualquer arte mágica: o poder de ser capaz de amar.

Como é evidente, fiquei desolado por ser o fim. O universo de Harry Potter acompanhou-me durante muito tempo que, ainda assim, passou rapidamente. As personagens deste mundo tornaram-se personalidades especiais na minha vida. Com elas aprendi o verdadeiro valor da amizade, um dos mais bonitos sentimentos que um ser humano pode experimentar. Sentirei muita falta dos três amigos. Fiquei marcado pela coragem de Harry, pelo bom humor de Ron, pela perspicácia de Hermione e por infinitas outras coisas verdadeiramente mágicas. Desejaria que houvesse novas aventuras, mas é precisamente esta sensação de querer mais que demonstra o brilhantismo desta saga. Insaciável, intocável e inesquecível. 

Os maiores heróis do fantástico viverão para sempre na minha memória.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Pensamentos (4)


            

It matters not what someone is born, but what they grow to be.

Albus Dumbledore, in Harry Potter e o Cálice de Fogo

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Harry Potter E O Príncipe Misterioso



Título original: Harry Potter and the Half-Blood Prince
Autora: J. K. Rowling
Nº de páginas: 512
Editora: Editorial Presença
Colecção: Estrela do Mar


Sinopse
«Voldemort está mesmo de volta! Esta é a terrível confirmação que agita o início do sexto ano na escola de feitiçaria de Hogwarts. O seu crescente poder maléfico, e do seu vasto exército de Devoradores da Morte, é cada vez mais visível, não só no mundo da Magia como no mundo dos Muggles. Agora, mais do que nunca, é necessário reunir forças para combater o mal, e, para isso, Harry e Dumbledore visitam o passado misterioso de Voldemort, e o coração da magia negra, e desvendam alguns segredos verdadeiramente espantosos. Mas são muitos mais os enigmas que Harry terá de resolver, entre eles, um muito em especial – quem é o príncipe misterioso a quem pertenceu o livro sobre poções que Harry recebeu e que revela conhecimentos poderosíssimos e letais? Poderá contar com ele como aliado ou será mais um inimigo a vencer? Neste penúltimo livro da série, as forças são testadas até ao limite, e Harry terá de apelar a toda a sua coragem e determinação para prosseguir na luta contra o poderoso senhor das trevas!... Será que vai conseguir?»

Opinião
A população mágica ficou de sobressalto com aquilo que para Harry já era, há muito, um facto inquestionável: o Senhor das Trevas está de volta. Munido dos seus fiéis Devoradores da Morte, as suas capacidades estendem-se e o seu poder é pleno. O medo e a cautela conquistam cada um, pois a qualquer momento pode romper uma investida das sombras.

Consequentemente, este é, de toda a saga, o livro mais sombrio. Percorre-o uma sensação tenebrosa permanente, o que é evidente no ambiente que envolve as personagens. Os primeiros dois capítulos, decorrentes em locais fora do comum e sem qualquer intervenção dos protagonistas, são o indício desse carácter negro. Nomeadamente o segundo capítulo constitui uma cena fortemente intrigante, onde muitos aspectos são mencionados para serem deixados pendentes, o que intensifica a vontade de continuar a ler para descobrir mais. E, de facto, este é um livro de descobertas. Quer a nível de personagens, quer a nível da história, somos lançados numa espiral cheia de revelações surpreendentes. Por esta razão, arrisco-me a dizer que até ao sexto volume é precisamente o sexto o mais completo de todos, já que consegue desenvolver tanto personagens como história com um equilíbrio exímio sem haver falta ou excesso de uma das duas.

Ainda voltando ao tom negro da obra, grande parte das revelações já referidas contribuem bastante para o mesmo. Porquê? Simplesmente porque essas revelações estão relacionadas com Lord Voldemort. Em Harry Potter e o Príncipe Misterioso, somos guiados juntamente com Harry e Dumbledore ao mítico passado do Senhor das Trevas para entender como o simples humano se tornou no feiticeiro mais negro de todos os tempos. Estas visitas a tempos longínquos têm um propósito delineado, como posteriormente fica claro, mas a verdade é que os episódios em que Rowling se propõe a contar parte da história e do percurso de Voldemort são a pérola há muito ansiada pelos leitores. As origens peculiares, os primeiros passos dados num mundo mágico e o crescimento da avidez por poder são fases da sua vida que se ficam a conhecer e que com todo o seu obscurantismo patente se tornam momentos únicos e fascinantes. Ainda assim, não se relata tudo aquilo que desejávamos saber. Ficamos vorazes por mais informações acerca de Voldemort, fome essa que só seria saciada com um livro dedicado exclusivamente à sua misteriosa figura.

Sem esquecer as restantes personagens, voltamos a ter uma novidade. Horace Slughorn é um antigo professor de Hogwarts que volta a pedido de Dumbledore para leccionar Poções. Orgulhoso e ambicioso, Horace aproxima-se de Harry, pois ele representa tudo o que Horace admira num estudante. Por conveniência, Harry responde favoravelmente a essa aproximação de modo a obter algo muito importante que Horace tem e que Dumbledore pretende. Assim, Slughorn detém um papel crucial nesta história que determinará todo o seu rumo. Quanto a Dumbledore, este está muito mais presente neste livro. Os seus diálogos com Harry são de génio, perfeitamente elaborados e pensados à medida da grandeza da sua personagem. Com eles, voltamos a relembrar-nos de quão sábio, sensato e bondoso Dumbledore é. Já Hermione e Ron voltam a ter destaque, juntamente com Harry, e desta vez num panorama diferente. É preciso entender que estes jovens estão crescidos e que com a idade aparecem novas experiências, nomeadamente no que toca a questões amorosas. Os protagonistas desenvolvem sentimentos de paixão, alegria, tristeza, mágoa e ódio enquanto procuram que o outro os aceite como algo mais que um amigo. Nesses episódios há uma clara carga emocional, mas ainda assim é inevitável a existência de momentos de humor muito agradáveis que conferem alguma descontracção no meio de tantos acontecimentos alucinantes.

A autora apetrechou a sua história com mais algumas aquisições mágicas. Retomou o Pensatório,  sem o qual não se poderia viajar até ao passado, criou a útil táctica mágica de Aparecer e por fim, mas mais importante, introduziu os Horcruxes, que serão fundamentais a partir deste ponto.

Um pormenor que achei maravilhoso foi o modo como Rowling manteve em segredo até ao último momento a identidade do Príncipe Misterioso. O mistério perdurou e quando todos os indícios apontavam em contrário, surpreendemo-nos com o improvável. Mais uma vez, a autora demonstra a sua capacidade notável para surpreender vezes e vezes sem conta.

Porém, a maior surpresa ocorre nos capítulos finais, onde a acção atinge o seu auge. Já se esperava que algo trágico acontecesse, mas tão trágico assim era totalmente impensável. O choque é tremendo, evaporando qualquer esperança ou noção de bem. A história revê-se num impasse. O que acontecerá depois? Quais serão os caminhos destinados ao mundo da magia quando tudo se tornou incerto? O futuro fica em aberto como nunca antes ficara, e na incerteza apenas se vislumbram escuridão e trevas.

Assim esta saga se encaminha para o grande final que tudo decidirá. Harry está agora ciente da missão que terá de cumprir para o bem triunfar. Sabe que acarreta consigo grandes perigos e que barreiras se irão erguer contra a sua demanda, mas também sabe que não estará sozinho. Isso é, indiscutivelmente, o que mais importa e a razão pela qual vale a pena lutar.

Lançamento: "A Borboleta Mágica" de Odete Canha



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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Novidade Gradiva: "O Homem de Constantinopla" de José Rodrigues dos Santos


Nº de páginas: 504
Lançamento: 19 de Setembro

Inspirado em factos reais, O Homem de Constantinopla reproduz a extraordinária vida do misterioso arménio que mudou o mundo – e consagra definitivamente José Rodrigues dos Santos como autor maior das letras portuguesas e um dos grandes escritores contemporâneos.

Sinopse
«O Império Otomano desmorona-se e a minoria arménia é perseguida. Apanhada na voragem dos acontecimentos, a família Sarkisian refugia-se em Constantinopla. Apesar da tragédia que o rodeia, o pequeno Kaloust deixa-se encantar pela grande capital imperial e é ao atravessar o Bósforo que pela primeira vez formula a pergunta que havia de o perseguir a vida inteira:“O que é a beleza?”
Cruzou-se com a mesma interrogação no rosto níveo da tímida Nunuphar, nos traços coloridos e vigorosos das telas de Rembrandt e na arquitectura complexa do traiçoeiro mundo dos negócios, arrastando-o para uma busca que fez dele o maior coleccionador de arte do seu tempo. 
Mas Kaloust foi mais longe do que isso.»

O autor
José Rodrigues dos Santos nasceu em 1964 Moçambique. É sobretudo conhecido pelo seu trabalho como jornalista, carreira que abraçou em 1981, na Rádio Macau. Trabalhou na BBC, em Londres, de 1987 a 1990, e seguiu para a RTP, onde começou a apresentar o 24 horas. Em 1991 passou para a apresentação do Telejornal e tornou-se colaborador permanente da CNN entre 1993 e 2002. 
Doutorado em Ciências da Comunicação, é professor da Universidade Nova de Lisboa e jornalista da RTP, tendo ocupado por duas vezes o cargo de Director de Informação. da televisão pública. É um dos mais premiados jornalistas portugueses, galardoado com dois prémios do Clube Português de Imprensa e três da CNN, entre outros.

Harry Potter E A Ordem da Fénix


Título original: Harry Potter and the Order of the Phoenix
Autora: J. K. Rowling
Nº de páginas: 756
Editora: Editorial Presença
Colecção: Estrela do Mar

Sinopse
«Este tem sido um Verão ainda mais insuportável que o costume, para Harry Potter. Sozinho com os Dursley, não consegue perceber por que razão Ron e Hermione lhe enviam respostas tão vagas às suas cartas...Isolado do mundo mágico a que pertence, Harry segue atentamente os noticiários, convencido de que até os Muggles se aperceberão de alguma coisa, se Lord Voldemort voltar a atacar... E é então que os acontecimentos se precipitam. Parece impossível, mas, no bairro mais Muggle do mundo Muggle, Harry é emboscado por Dementors! Para salvar a sua vida e a do primo Dudley, Harry não tem outra hipótese senão usar magia – mesmo sabendo que isso significará a sua expulsão mais que certa de Hogwarts. Enquanto o Ministério da Magia continua a não acreditar que o terrível Senhor das Trevas está de volta, Voldemort e os seus fiéis Devoradores da Morte já começaram a preparar o seu regresso ao poder. Porém, há uma nova esperança: uma antiga ordem secreta, da qual os pais de Harry fizeram parte, voltou a organizar-se e Dumbledore está atento. Harry Potter está de volta para mais um ano cheio de perigos, suspense, revelações inesperadas – e, claro, magia! Eis o tão aguardado quinto volume da série que tem vindo a encantar miúdos e graúdos no mundo inteiro, da autoria J. K. Rowling.»

Opinião
Algo que se nota de livro para livro é o inquestionável aumento de tamanho dos mesmos. Se o quarto volume continha cerca de o dobro das páginas do terceiro, então este quinto livro conseguiu superar essa proporção com umas impressionantes setecentas e cinquenta e seis páginas. Seria de esperar que tal quantidade contivesse um conteúdo recheadíssimo, repleto de acção e descobertas sucessivas. O que acontece na realidade não corresponde, de todo, às expectativas criadas.

Naquele que é o maior livro de toda a saga, o desenvolvimento do enredo é praticamente nulo na maioria dos capítulos. Uma situação interessante de quando em vez e um raro momento inesperado são os contributos para uma leitura que se torna muito pausada. Depois da intensidade de O Cálice de Fogo, esta quebra sente-se notavelmente em A Ordem da Fénix. Porém, à medida que se avança, compreende-se o porquê desta diferença. Enquanto que no volume anterior a acção dominava sobre as personagens, não lhes dando espaço para florescer, neste livro ocorre precisamente o contrário. Há espaço em demasia para as suas personagens em diversos e longos diálogos, nos quais se identificam as relações entre elas, as suas próprias virtudes e defeitos bem como os seus receios. Este não se deve considerar, ainda assim, um factor negativo.  Afinal, como se pode julgar um livro quando o mesmo joga preferencialmente a favor do elemento mais importante de toda a trama, que, a meu ver, são as personagens? É apenas uma opção diferente, de certo modo inesperada, que enriquece a história de outra forma. Sentimentos e pensamentos abundam em Harry Potter e a Ordem da Fénixacabando este por se tornar num relato principalmente emocional, que ainda assim não se priva de alguns momentos fantásticos de acção.

É precisamente no foro emocional da figura de Harry Potter que autora começa por investir. O rapaz que vive em Privet Drive com os seus horríveis tios e o seu mimado primo Dudley sente-se revoltado, desolado, deslocado, só no seu próprio canto entre a gente Muggle. Sem notícias dos amigos, Harry vive na ignorância sem ter conhecimento do que acontece no mundo da feitiçaria. É então que algo de muito estranho ocorre naquela localidade e que não se imaginava ser possível. Depressa, Harry é envolvido num turbilhão de acontecimentos que o levam de novo para perto dos seus companheiros. Finalmente, é posto a par das notícias e apercebe-se de que muito ocorreu na sua ausência. Ninguém esteve parado, muito menos as trevas que tudo fazem para alcançar o seu propósito. Mas o bem também se reúne em segredo. Conseguirá, ainda assim, reunir forças suficientes para combater as ameaças do mal?

Nesta missão surgem novas personagens, nomeadamente Nymphadora Tonks e Kingsley Shacklebolt. Quanto à primeira, é uma jovem hilariante e corajosa sempre pronta para desafios. Já o segundo, é um homem astuto, resoluto e afável que põe na sua tarefa toda a sua dedicação. São duas figuras cativantes que, no entanto, são pouco exploradas. Além delas, temos o regresso de Alastor Moody, sempre característico nos seus actos e palavras, Remus Lupin, um amigo leal mas sobretudo consciente da realidade, e ainda Sirius Black, do qual se fica a conhecer bastante neste livro. É-nos narrada parte da sua história e da sua família, bem como os seus impulsos de revolta no passado e as suas intenções de viver no presente. Ganhei um carinho especial por Sirius, um ser que acima de tudo foi incompreendido pelos seus semelhantes. Já de regresso a Hogwarts, conhecemos uma rapariga extremamente peculiar, dotada de um dom para marcar a diferença. Falo de Luna Lovegood, alguém com hábitos e conversas estranhas, aparentemente muito ingénua, mas que acaba por se revelar uma personagem bastante simpática, humilde e sincera, talvez a mais consciente entre os jovens. Harry consegue rever-se nela, pois também Luna carrega consigo o peso de um passado trágico. Porém, não podem haver só boas adições. No corpo de docentes existe uma nova professora de Defesa Contra as Artes das Trevas, Dolores Umbridge. Inicialmente parece apenas uma mulher irritante com uma grande vontade de se impor, chamando as atenções para a sua pequena figura, e aos poucos essa ideia se desvanece. A verdadeira faceta de Umbridge revela-se com as suas atitudes, cada vez mais implacáveis e impensáveis. Com ela, Hogwarts torna-se um lugar indesejável para qualquer um. Quanto aos protagonistas, nota-se que os três passam mais tempo juntos, intensificando a sua já profunda e forte ligação. Ainda assim, a provação que Harry sofreu no ano anterior faz com que ainda se sinta magoado, sendo evidente em certos momentos a sua solidão interior. Quem ainda tem destaque, por razões especiais, é Snape. A sua arrogância e apatia já são conhecidas, mas neste livro conhecemos outra parte de Snape, através de um episódio muito breve que é o suficiente para ter um relance do que originou o ódio que este nutre por Harry. Além disso, uma nova ciência mágica praticada por Severus é-nos introduzida pela autora, acrescentando um certo mistério e fascínio quer à personagem quer à história em si. Por fim, é de notar não a relevância, mas sim a ausência de Dumbledore em quase toda a extensão do livro. As menções ao mesmo são constantes, mas a actividade desempenhada por ele é pontual. Estranho ao leitor enquanto lê, mas claro quando é explicada a razão de tamanha falta.

Ainda assim, Rowling conseguiu manter viva a luz da aura de Dumbledore com a criação do Exército de Dumbledore. Esta é uma organização onde se reúnem Harry, Ron, Hermione e todos aqueles que se propõem a lutar pelos valores que defendem. Juntos, os feiticeiros aprendem como a magia pode ser útil nessa defesa e, inevitavelmente, formam um elo único de amizade, compreensão e tolerância. A determinação com que se aplicam nesta tarefa é inestimável, demonstrando que já não são meras crianças, antes jovens adultos que escolhem as suas decisões sabiamente e que sabem quais são as suas ambições, utilizando-as para mudar aquilo que os rodeia para melhor.

A magia é um factor que está sempre presente, principalmente quando chegam os últimos momentos e a tensão começa a surgir. O terror abate-se finalmente sobre Harry e este é obrigado a agir, com a ajuda dos seus amigos. Nas cenas em que se descreve o que se sucede, o ritmo desenfreia-se a uma velocidade vertiginosa, distintamente do que até aí acontecia. O suspense é enorme, as incertezas aumentam e a pirâmide de mistérios que se foi construindo colapsa num estrondoso final ao qual ninguém escapa. É trágico, sem dúvida, pois as trevas mostram-se, afinal, reais. Cruas e frias. Contudo, enfrentá-las é a única solução para fomentar a esperança de um bem maior, custe isso o que custar.

Desta forma, conclui-se que este é mais um capítulo negro na vida de Harry Potter. Com alguns pontos épicos de acção, é um livro que assenta fundamentalmente na reflexão das suas personagens, nas questões da vida e da morte, que afinal podem não ser assim tão diferentes uma da outra. Enquanto divagamos entre estas complexas ideias, fica uma simples certeza: os próximos tempos não serão nada fáceis.

domingo, 15 de setembro de 2013

Novidade Porto Editora: "A Travessia" de Wm. Paul Young


Nº de páginas: 304
Tradução: Luís Miguel Coutinho
Capa: mole com badanas
PVP: 15,50 €

O sucessor de A Cabana

18 milhões de exemplares depois, eis A Travessia, novo romance de Wm. Paul Young

O romance A Cabana, de Wm. Paul Young, publicado pela Porto Editora em 2009, foi um caso de sucesso impressionante: vendeu, no mundo inteiro, mais de 18 milhões de exemplares. Em Portugal, teve, até ao momento, doze edições e vendeu perto de 80 mil exemplares. Agora, a 20 de setembro, chega finalmente a Portugal o novo romance do autor, intitulado A Travessia.
Este novo romance de Wm. Paul Young conta a história da transformação de um homem, Anthony Spencer, numa viagem entre o céu e a terra – uma jornada de redenção em busca de uma segunda oportunidade que não vai deixar ninguém indiferente.
Relembre-se que, em A Cabana, segundo o próprio autor, «a questão central é a da bondade de Deus». O livro foi escrito em 2005, para explicar aos seis filhos de que forma lidou com as tragédias da sua própria vida. Começou por ser uma modesta edição de autor para familiares e amigos e tornou-se num êxito avassalador, discutido em todo o mundo.

Sinopse
«Anthony Spencer é um empresário de sucesso, um homem orgulhoso e egocêntrico que não olha a meios para conseguir os seus objetivos. Um dia, o destino prega-lhe uma partida: um AVC deixa-o nos cuidados intensivos, em estado de coma. Entre a vida e a morte, Anthony vê-se num mundo que espelha a dor e a tristeza que tem dentro de si. Confuso, sem compreender exatamente onde está e como foi ali parar, viaja pela sua consciência para compreender quem realmente é e descobrir tudo o que tem perdido ao longo da vida: a esperança, a amizade genuína e o amor verdadeiro, sentimentos que há muito o seu coração deixara de sentir. Em busca de uma segunda oportunidade, Anthony fará uma jornada de redenção e encontro com o seu verdadeiro ser.»

Primeiras páginas disponíveis aqui.

A crítica
«O livro é espetacular, completamente diferente de tudo o que tenho lido. De tal maneira fiquei colado àquelas páginas, que vou lê-lo outra vez. Acho que a partir de agora vou viver a vida de outra maneira.» - João Chaves, Oceano Pacífico, RFM

«Bati mesmo o meu recorde de ler um livro: 4 dias! Acho que está ali espelhado o que muitos de nós gostávamos que acontecesse e, mais que isso, está ali tudo aquilo que nos diz o Antigo Testamento, mas que nós, ainda mais nos dias que correm, nos esquecemos amiúde. Fez-me acreditar este livro. Fez-me rir e chorar, coisa rara num livro.» - Paulo Fragoso, RFM

«Tema muito bem desenvolvido e de profunda interioridade. A Cabana é também uma obra com o sopro da inspiração e por isso mesmo tem a centelha do seu talento criador. É mais uma boa forma de Ele nos falar e de nós leitores podermos ler… Nele, através da obra inspirada de um escritor.» - António Sala, locutor de rádio

O autor
Wm. Paul Young é o autor do romance A Cabana, obra recordista de vendas do The New York Times. Filho de missionários, nasceu no Canadá e foi criado pelos pais no seio de uma tribo indígena da antiga colónia holandesa da Nova Guiné Ocidental. Sofreu grandes perdas durante a infância e o início da idade adulta. Atualmente, vive em “estado de graça” com a família, no Noroeste dos EUA.

Do mesmo autor na Porto Editora:
A Cabana
2009

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Harry Potter E O Cálice de Fogo



Título original: Harry Potter and the Goblet of Fire
Autora: J. K. Rowling
Nº de páginas: 592
Editora: Editorial Presença
Colecção: Estrela do Mar

Sinopse
«Harry Potter nem quer acreditar na sua sorte! Afinal não vai ter de aturar os Dursleys até ao início do seu quarto ano em Hogwarts. Graças à taça Mundial de Quidditch vai passar os últimos quinze dias de férias na companhia dos Weasleys e do seu amigo Ron. Mas a verdade é que nem tudo vai correr pelo melhor para o nosso herói. Quando Harry começa a sentir a sua cicatriz a doer terrivelmente, sabe que Lord Voldemort está de novo a rondá-lo e a ganhar poder. A marca da morte, que apareceu no céu, não pode significar outra coisa... Entretanto, este é um ano muito especial para Hogwarts, pois é lá que se irá realizar o célebre Torneio dos Três Feiticeiros, no qual Harry vai desempenhar um papel decisivo e que quase lhe irá custar a vida!! Pela segunda vez, Potter vê-se frente a frente com Voldemort, e ele sabe que o maior desejo do poderoso senhor das trevas é vê-lo morto...»

Opinião

Já familiarizado com o mundo da magia, Harry sabe que tudo pode acontecer, desde surpresas maravilhosas a contratempos inevitáveis. Mas se até aqui o que aconteceu parecera alucinante, Harry bem pode preparar-se para o que este quarto ano em Hogwarts lhe reserva. Mais uma vez, terá a seu lado Ron e Hermione, bem como outros amigos dispostos a ajudá-lo. No entanto, também entre os amigos surgem os inimigos, e até naqueles que se pensam ser de confiança crescem sorrateiramente traidores. Mais do que nunca será preciso o máximo de cuidado para fugir às armadilhas que se concebem nas sombras. Caso contrário, a segurança de Harry estará presa por um ténue fio que qualquer ameaça facilmente quebrará.

Em O Cálice de Fogo, a densidade dos acontecimentos é de tal modo exponencial que nem existe tempo para pausas na narrativa. Desde o primeiro capítulo ficamos capturados e contagiados pelo ritmo frenético com que sucede a acção. Uma cena pouco explícita envolta em mistério aliada a um evento de Quidditch que só a mente fértil de Rowling consegue idealizar constituem uma introdução fantástica e deveras impulsionadora desta obra. E logo nesta fase, o perigo apresenta-se e deixa o aviso de que os tempos futuros não serão pacíficos. 

Com a chegada a Hogwarts ficamos ainda mais assoberbados com as notícias que Dumbledore transmite. Neste ano realiza-se nos campos da escola um evento lendário: o Torneio dos Três Feiticeiros. A partir desta ideia, Rowling traz um novo conceito anteriormente inexplorado - a multiculturalidade no mundo da magia. De vários recantos do mundo chegam a Hogwarts alunos para participarem no torneio. Com eles, trazem as suas singularidades e tradições, diferentes das que já conhecemos neste universo, deixando clara a diversidade existente entre a população mágica. Porém, a autora não se serve deste torneio exclusivamente para dar a conhecer novas caras. A concepção de um torneio desta natureza constitui um desafio à imaginação de qualquer um. Rowling mostra estar à altura e nunca desaponta, antes elaborando um conjunto de provas, três no total, únicas e verdadeiramente arriscadas para os seus participantes. São adicionados novos elementos e detalhes mágicos que deslumbram quem lê e conferem uma dinâmica constante que prende toda a atenção. 

Relativamente à vertente das personagens, há novo conteúdo já como é habitual de volume para volume. Os concorrentes do torneio que representam cada escola de magia trazem um brilho especial à história, apesar de não serem muito participativos. É com eles que os três protagonistas começam a nutrir as primeiras paixões da adolescência, despoletando sentimentos de amor e ódio que conferem um certo humor à leitura, permitindo aliviar a tensão dramática dos acontecimentos. Não obstante, surge Rita Skeeter, uma mulher fria, irritante e "odiosa", como o diria a própria Hermione. Faminta por boatos e assuntos que não lhe dizem respeito, é engraçado ver como se delineia o destino de Skeeter. Mas é com Alastor Moody, o Olho-Louco, que ficamos curiosos e surpreendidos. Este é o novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, um homem, como a própria designação indica, tresloucado, irreverente e inquebrável. Depressa consegue captar a atenção de Harry, envolvendo-se amigavelmente com este. O seu propósito é aparentemente inquestionável, mas esta personagem esconde muitos segredos que só no fim se revelam, segredos esses que são, na verdade, surpreendentes. Quanto a Harry, o mesmo é o que continua a ter mais destaque, embora o seu desenvolvimento enquanto personagem acabe por não ser substancial. O mesmo se pode dizer de Hermione e de Ron, personagens que no livro anterior cresceram imenso mas que neste esporadicamente têm um momento relevante. O facto é que este livro está repleto de toda uma quantidade de novidades e de uma imensidão de informações. Assim, a história acaba por ser explorada em detrimento das suas personagens, o que é fundamental para a compreender.

Mais uma vez, é com o final que o leitor fica embasbacado. Até aí, tinha-se assistido a um gradual aparecimento de mistérios que não tinham solução e de pistas impossíveis de decifrar. Mas o culminar do livro torna tudo finalmente claro com uma bomba de revelações impensáveis e acutilantes. A história apresenta-se mais complexa do que antes se idealizara, e apesar de algumas questões ficarem resolvidas, muitas mais ficam por resolver. Além disso, enquanto que os livros anteriores terminavam com alegria, neste o sentimento é bem diferente.  Harry ficou consciente de que viveu o ano mais negro da sua vida e está igualmente consciente de que os perigos ainda agora começaram, sejam para si ou para os que o rodeiam. Resta saber se o mundo da feitiçaria estará pronto para aceitar a dura verdade e enfrentá-la sabiamente. Pelo menos, Harry tentará e felizmente não está sozinho nessa tarefa.

Este é, portanto, um livro intenso, recheado de sentimentos e preciosidades de um mundo único e magnífico. Basta iniciar-se nesta leitura para perceber como é aliciante e impossível de resistir. É um fenómeno, uma obra-prima, qualquer coisa que chega a tocar na perfeição no modo como se conta uma história. Indubitavelmente, Rowling enfeitiça-nos com o encanto das suas palavras.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Notícia: J. K. Rowling irá colaborar na produção de uma nova série de filmes baseados no mundo de Harry Potter



Aqui está uma notícia maravilhosa para qualquer fã desta série mágica! O mundo de Harry Potter voltará brevemente aos cinemas e a própria J. K. Rowling estará envolvida na produção da nova série cinematográfica. Podem conferir mais detalhes na notícia retirada do Público:

«J. K. Rowling, a autora dos livros da saga Harry Potter, anunciou esta quinta-feira ter chegado a acordo com os estúdios Warner Brothers para o lançamento de uma nova série de filme baseados no mesmo universo ficcional da saga Harry Potter, o primeiro dos quais será inspirado no livro Fantastic Beasts and Where To Find Them.

Originalmente publicado em 2001, trata-se de uma espécie de enciclopédia de criaturas mágicas, supostamente escrita pelo magizoólogo Newt Scamander. A obra é citada em Harry Potter e a Pedra Filosofal como um dos livros de estudo do jovem feiticeiro.

Foram os estúdios de Hollywood que contactaram Rowling para lhe propor a adaptação de Fantastic Beasts and Where To Find Them, uma possibilidade que, conta agora a autora, lhe pareceu “divertida”, embora resistisse à ideia de ver a sua personagem Newt Scamander desenvolvida por outro escritor. “Tendo vivido tanto tempo no meu universo ficcional, criei sentimentos muito protectores em relação a ele”, diz Rowling. Além de “saber muita coisa sobre omagizoólogo Newt Scamander” que um eventual argumentista ignoraria, Rowling confessa ter um particular afecto por esta personagem. “Gosto tanto de Newt que, como saberão os leitores mais fanáticos dos livros de Harry Potter, casei um neto dele com Luna Lovegood, uma das minhas personagens favoritas da série”, acrescenta a autora britânica.

Rowling acabou por acordar com a Warner Brothers ser ela própria a escrever o argumento do filme, e explica que não se tratará de uma sequela aos filmes de Potter, e nem sequer de uma prequela, embora a acção decorra cerca de setenta anos antes dos acontecimentos narrados nos livros da saga do jovem feiticeiro. “Será uma extensão do mundo mágico da série”, diz a escritora. Os leitores de Potter reconhecerão as leis e os costumes da comunidade de feiticeiros, mas a história de Newt Scamander “começa em Nova Iorque, setenta anos antes de Harry ter entrado em acção”.

Fantastic Beasts and Where to Find Them, que foi publicado sem o nome da autora na capa, mas apenas o de Newt Scamander, como se se tratasse do próprio exemplar folheado por Harry Potter, fornece um boquejo histórico da ciência da magizoologia e descreve 75 espécies mágicas. Scamander explica que a maior parte da informação que coligiu foi recolhida durante as suas viagens pelos cinco continentes e refere mesmo o percurso editorial da obra, explicando que a sua publicação foi contratada com o Sr. Augustus Worme, da chancela Obscurus Books, mas que o livro, que vai já na sua 52ª edição, só viria a ser publicado em 1927. 

Harry Potter e Hermione não entrarão nestes filmes – uma vez que ainda não eram nascidos no tempo em que decorre a respectiva acção –, mas a sua personagem principal, Newt Scamander, é familiar aos fãs da série. E tudo indica que Newt será o herói não apenas deste próximo filme, mas de todo um novo conjunto de histórias, desta vez directamente escritas para o cinema.»

Capa da versão original

Resta desejar que a espera seja curta! Mas seja como for, toda a paciência valerá a pena para voltar a ver no ecrã a magia de Rowling.

Lançamento: "A Dominadora" de Ana C. Cruela


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Novidades Saída de Emergência - Setembro


Divina por Engano
P.C. Cast


Sinopse
«Shannon Parker é uma professora de Inglês a aproveitar umas muito merecidas férias de verão. Ao fazer compras, encontra um antigo vaso com a figura de uma deusa celta muito parecida consigo. Shannon compra o vaso, mas nem sonha na aventura em que se irá meter. Sem saber como, vê-se, de súbito, transportada para Partholon, onde assume o papel de Rhiannon, a Sumo-Sacerdotisa de Eponina. E apesar de todas as regalias e do tratamento de luxo – qual a mulher que não gosta de receber uns mimos? – ser deusa envolve um casamento ritual com um centauro e lutar contra os fomorianos, criaturas maléficas que tudo farão para travar o regresso da verdadeira deusa. Conseguirá Shannon livrar-se deste sarilho e arranjar alguma forma de regressar a casa sem acabar morta, casada com um cavalo ou enlouquecida? É que ser divina, afinal, não é um mar de rosas!»


O Mago-A Serva do Império
Raymond E. Feist


A Saga do Império é uma das obras mais famosas de Raymond E. Feist. O mundo exótico de Kelewan é um marco histórico na Fantasia épica. De Kelewan, saíram algumas das ideias e personagens mais emblemáticas da fantasia. De uma parceria com Janny Wurts, provavelmente uma das mais bem-sucedidas da literatura fantástica, nasce uma obra apaixonante. Um mundo de personagens reais, intriga política e ação.

INTRIGADO? SAIBA OS SEGREDOS DO EXÓTICO MUNDO DE KELEWAN

Sinopse
«Ninguém conhece os meandros do Jogo do Conselho melhor do que Mara dos Acoma. Através de sangrentas manobras políticas, ela tornou-se uma poderosa força no Império; porém, rodeada de mortíferos rivais, se Mara quiser sobreviver, tem de ser a melhor. 
Como se isso não bastasse, Mara tem de combater batalhas em duas frentes: no viveiro de intriga e traição que é a corte dos Tsurani, e no seu coração, onde a paixão por um escravo bárbaro do mundo inimigo de Midkemia a leva a questionar os princípios que regem a sua vida. 
A Serva do Império é o segundo volume da magnífica saga épica de Feist e Wurts – uma das colaborações mais bem-sucedidas de todos os tempos no estilo fantástico.»


Presa e Predador
Gordon Reece


Sinopse
«Shelley e a sua mãe já sofreram a sua dose de ameaças e violência. Quase morta por um trio de agressores na escola, e ainda fragilizada pelo humilhante divórcio dos pais, a jovem encontrou refúgio com a mãe num retiro sossegado no campo. Os problemas parecem ter terminado e nada lhes dá mais prazer do que saborear uma vida segura em torno de livros, jardinagem, chocolate quente e música à lareira. Mas na véspera do seu aniversário, um visitante perturba a paz da mãe e filha e algo em Shelley rebenta. O que era um idílio transforma-se numa história de medo, lealdade familiar e luta pela segurança, mesmo que implique quebrar todas as convenções morais. O que está certo ou errado quando a sobrevivência está em jogo? Quando é que a presa se transforma em predador?»


Submissa
Shayla Black

Nem nos seus sonhos mais ousados, ela esperava sentimentos tão fortes...

Sinopse
«Kimber Edgington é uma virgem de vinte e três anos que está apaixonada, desde a adolescência, pela estrela de rock Jesse Mcall. Kimber sabe que estão destinados um para o outro e sonha com um casamento, mas a fama e viagens de Jesse tornaram-no uma celebridade conhecida por todo o tipo de aventuras sexuais. Determinada a provar que é uma mulher à altura para Jesse, Kimber recorre à ajuda do guarda-costas Deke Thornton, um amigo de longa data, e implora-lhe que a inicie no mundo do prazer. Embora Deke a avise de que está a brincar com o fogo, aceita, não querendo que a beleza inocente da jovem seja manchada por outros. É então que Deke e o seu amigo Luc dão a conhecer a Kimber as delícias do êxtase. O que Kimber ainda não sabe é que talvez não seja Jesse o homem certo para realizar os seus sonhos, afinal, é Deke quem invade as suas fantasias…»

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Novidade Presença: "Os Doze" de Justin Cronin


Nº de páginas: 728
Colecção: Via Láctea
Nº da colecção: 111
Preço: 20,61€

Sequela de A Passagem, considerado um dos 10 melhores romances de 2010 pela revista Time

Vencedor do Goodreads Choice 2012

Bestseller do New York Times

Sinopse
Os Doze é a sequela de A Passagem, um bestseller internacional que nos dá a conhecer um mundo transformado num pesadelo feérico por uma experiência governamental que não correu como previsto. No presente, à medida que o apocalipse provocado pela mão humana se vai intensificando, três personagens tentam sobreviver no meio do caos. Lila, uma médica e futura mãe; Kittridge, que se viu obrigado a fugir do seu baluarte com poucos recursos; e April, uma adolescente que se esforça por manter em segurança o irmão mais novo num cenário de morte e destruição. Mas, embora ainda não o saibam, nenhum dos três foi completamente abandonado... 

A crítica
«Um superthriller literário.» - The New York Times Book Review

O autor
Justin Cronin, nascido na Nova Inglaterra, Estados Unidos, concluiu a sua formação em Harvard e no Iowa’s Writer’s Workshop. Anteriormente, escreveu Mary and O’Neil, que recebeu o PEN/Hemingway Award e o Stephen Crane Prize, e The Summer Guest, entre outros títulos. A Passagem, livro que configura uma grande mudança de rumo na sua carreira de escritor, é o primeiro título de uma trilogia, que entrou diretamente para o terceiro lugar das tabelas de vendas do New York Times, e foi considerado um dos dez melhores romances do ano da sua publicação pela revista Time. A edição portuguesa deste título encontra-se publicada em dois volumes na coleção Via Láctea.

Volumes anteriores